A gestão de riscos não é apenas um requisito legal formal, mas uma ferramenta fundamental para atingir a meta de zero acidentes no local de trabalho. As estatísticas de investigação de acidentes mostram que as causas raízes dos incidentes são frequentemente fatores organizacionais e uma avaliação inadequada dos perigos nos locais de trabalho. Na apresentação, os especialistas examinam detalhadamente a transformação da cultura corporativa, na qual a gestão de riscos se torna uma prática diária de cada funcionário, e não apenas dos especialistas em HSE.
O palestrante analisa a etapa crítica com a qual a prevenção eficaz começa: treinar o pessoal de produção para entender corretamente a diferença entre perigo (fonte de ameaça) e risco (probabilidade de lesão). Apenas a formulação correta do risco permite o desenvolvimento de medidas de controle eficazes.
Na prática, aplica-se um modelo de seis etapas: desde a identificação detalhada de todos os processos na área até o monitoramento da eficácia das medidas de proteção implementadas. A avaliação é conduzida por grupos de trabalho multifuncionais com base em dois parâmetros principais: a probabilidade de ocorrência de uma situação perigosa e a gravidade de suas consequências. Os resultados formam uma matriz de riscos codificada por cores, onde cada nível (do verde ao preto crítico) regulamenta estritamente o status do gestor com autoridade para aprovar a liberação para o trabalho.
A escolha das medidas de proteção baseia-se em uma rigorosa hierarquia de controle de riscos. O palestrante mostra, por meio de um exemplo, por que a prioridade deve ser sempre a eliminação física do perigo ou a instalação de barreiras de engenharia, enquanto as instruções administrativas e o uso de EPIs são considerados as linhas de defesa menos confiáveis.
Para tarefas não rotineiras, trabalhos de alto risco ou à menor mudança nas condições de trabalho padrão, utiliza-se a ferramenta de Análise de Perigos da Tarefa (JHA). Este método permite ao gestor de linha dividir o processo futuro em microetapas, avaliar o risco residual após a aplicação das medidas de proteção e tomar uma decisão informada sobre a possibilidade de executar a tarefa com segurança.
O desenvolvimento da conscientização no nível dos executores diretos é realizado por meio da ferramenta de Avaliação Dinâmica de Riscos (LMRA) — cultivando nos funcionários o chamado «senso crônico de inquietação». É a habilidade prática de parar, avaliar as mudanças no ambiente de trabalho (seja uma ferramenta caída sob partes móveis do equipamento ou um obstáculo oculto na rota) e tomar medidas para reduzir o risco antes de retomar o trabalho.
Para consolidar métodos seguros de execução de operações rotineiras, são desenvolvidos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) visualizados, que estão diretamente ligados aos procedimentos de bloqueio de energias perigosas (LOTO). A conversão de centenas de instruções em papel para um registro eletrônico unificado com navegação interativa resolveu radicalmente o problema de busca de documentos e forneceu aos operadores acesso instantâneo aos padrões de segurança atualizados diretamente nos locais de trabalho.
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