A gestão de riscos ambientais em projetos de investimento em grande escala não é apenas o cumprimento de requisitos regulatórios, mas uma ferramenta que afeta diretamente a eficiência econômica. O palestrante analisa a experiência da empresa EuroChem, onde a transição da gestão manual para uma metodologia sistêmica permitiu não apenas padronizar processos, mas também evitar perdas financeiras colossais.
Até 2021, a empresa não possuía uma abordagem unificada para avaliar os riscos ambientais de um portfólio de grandes projetos, incluindo ativos na Rússia, Cazaquistão e Brasil. A metodologia implementada baseia-se em ferramentas clássicas (HAZID, ENVID) e na avaliação qualitativa usando uma matriz 5x5. Tornou-se obrigatório realizar sessões presenciais de risco com equipes multifuncionais (projetistas, construtores, compradores) durante a transição do projeto por cada etapa (Stage-Gate) ou pelo menos uma vez por ano.
O abandono do trabalho em Excel e Word em favor de um módulo especializado no sistema de informação "Insight" automatizou o controle sobre a execução das medidas. O sistema envia notificações aos responsáveis, permite que os curadores aprovem ou rejeitem documentos comprobatórios e acompanhem tarefas em atraso, economizando significativamente tempo e recursos.
A apresentação examina detalhadamente um risco crítico: a ameaça de recusa na perícia estatal devido à localização de um lote de subsolo sob uma área natural especialmente protegida de importância regional no Território de Perm. A proibição direta da mineração ameaçava a extração de 70 milhões de toneladas de minério (cerca de 3 bilhões de dólares em receitas).
Para resolver o problema, foi realizado um trabalho em grande escala:
Como resultado, ao investir dezenas de milhões de rublos e 2,5 anos de tempo, a equipe evitou a perda de bilhões de dólares, provando que a gestão de riscos ambientais pode melhorar radicalmente a economia do projeto.
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