Como as regras de comportamento em HSE criam confiança e transformam a cultura no local de trabalho

6 outubro 2025 🇷🇺 Original: русский 1 min de leitura

Imagine: você chega a uma fábrica onde trabalham milhares de pessoas. Alguém opera equipamentos complexos, alguém é responsável pela logística e alguém garante que tudo ocorra com segurança. Esse "alguém" é o especialista em HSE. Mas quem ele é de verdade? Um inspetor? Um psicólogo? Um analista? Um assistente? Na verdade, ele é tudo isso ao mesmo tempo. E é exatamente aí que reside a principal dificuldade do seu trabalho.

Muitas vezes pensamos que sabemos como esses profissionais devem ser: com princípios, mas amigáveis; rigorosos, mas justos; especialistas em leis e tecnologias, mas acessíveis e prestativos. Espera-se que eles "vejam tudo", "saibam tudo" e "resolvam tudo". Mas o ser humano não é um super-herói. Ele é o produto de sua educação, cultura, experiência e ambiente. E cada um tem a sua própria visão de mundo.

Por que algumas regras funcionam e outras não?

A sociologia e a psicologia já estabeleceram há muito tempo: nosso comportamento é moldado pela influência de duas forças poderosas.

A primeira é o behaviorismo: reagimos a estímulos externos.

A segunda é o institucionalismo social: a família, a escola, a empresa, a cultura — tudo isso forma o nosso "eu".

Mas eis o paradoxo: tendemos a pensar que os outros veem o mundo da mesma forma que nós. Na realidade, cada um tem a sua própria realidade. E quando surgem na empresa expectativas abstratas e vagas em relação ao especialista em segurança ("seja eficiente", "cuide das pessoas", "saiba tudo"), ele não entende exatamente como deve ser.

É por isso que regras de comportamento claras, simples e compreensíveis não são apenas uma formalidade, mas a chave para a verdadeira eficiência.

Regras que funcionam: não de cima para baixo, mas de baixo para cima

A história da humanidade conhece muitos exemplos de códigos de comportamento bem-sucedidos — desde os preceitos de Confúcio até o código dos samurais. Por que eles funcionavam? Porque atendiam a três necessidades humanas básicas:

  1. Simplicidade — o cérebro gosta de esquemas claros.

  2. Pertencimento — o ser humano quer fazer parte de algo maior.

  3. Propósito — as ações devem fazer sentido para os outros.

O mesmo se aplica à segurança industrial. Em vez de impor ideais abstratos aos funcionários, é necessário formular junto com eles regras de comportamento reais e concretas que:

  • levem em consideração sua experiência e atitudes internas;

  • atendam às expectativas dos colegas e da liderança;

  • forneçam um sistema de coordenadas claro: "É assim que devo agir em determinada situação".

Os três papéis do especialista em HSE

Na Nornickel, essas regras já começaram a ser implementadas. A essência delas se resume a três papéis fundamentais que todo especialista em HSE deve desempenhar:

1. Comunicador eficaz

— fala com educação, com argumentos e sem pressão;
— discute os problemas abertamente, em qualquer nível;
— prefere a comunicação pessoal, sempre que possível.

2. Executor eficaz

— planeja o dia, define prioridades;
— simplifica os processos, em vez de criar burocracia;
— responde prontamente a solicitações e chamadas.

3. Embaixador da segurança

— reage imediatamente às violações;
— cumpre todas as regras — dá o exemplo;
— ajuda os colegas a resolver problemas, em vez de apenas "apontar erros".

Parece simples? Sim. Mas, como dizia Sócrates, "no simples está o mais complexo". Porque aceitar essas regras significa mudar não apenas o comportamento, mas também a mentalidade: deixar de ser um "controlador" e se tornar um "parceiro de segurança".

Sem exigência, não há crescimento

Criar as regras é apenas 5% do trabalho. O principal é colocá-las em prática. Para isso, são necessários:

  • sessões de treinamento, onde os funcionários percorrem o caminho da resistência à aceitação;
  • comunicação a todas as partes interessadas — desde os trabalhadores da produção até as funções de apoio;
  • avaliação regular: tanto os colegas quanto os próprios funcionários devem entender até que ponto estão seguindo essas regras.

Se não houver cobrança, as regras se transformarão em "letra morta". Mas se houver cobrança, discussão e apoio, elas se tornarão uma parte viva da cultura corporativa, onde o especialista em HSE tem diretrizes claras.

É por isso que as regras de comportamento não são uma restrição de liberdade, mas uma ferramenta para o crescimento, o respeito e, em última análise, para salvar vidas.

Não mude as pessoas — mude o sistema. E o sistema começa com regras simples, mas honestas.

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