Contexto: por que o sistema de segurança falha em condições de crise
Em condições de múltiplas mudanças estruturais e escassez de pessoal, até mesmo os sistemas de gestão de HSE mais robustos podem falhar. O palestrante analisa um caso real de uma unidade de produção, onde o nível de cultura de segurança caiu devido à perda de competências essenciais e inovações caóticas. A apresentação examina detalhadamente o processo de desestabilização: desde a demissão de funcionários experientes até as tentativas de compensar a falta de pessoal expandindo as áreas de serviço sem a devida avaliação de riscos.
Causas da queda no nível da cultura de segurança
Analisando a situação, o palestrante mostra com um exemplo como a ausência de um procedimento de avaliação de riscos de mudanças (Management of Change) leva a uma crise sistêmica. Os principais fatores de desestabilização são:
- Inovações caóticas: A mudança na estrutura organizacional e nos processos sem uma avaliação prévia de riscos leva à sobreposição de responsabilidades e à perda de controle sobre as operações de rotina.
- Troca de contratados e duração das compras: Na busca por economia, os procedimentos de verificação de empresas contratadas são violados, e os atrasos no fornecimento de peças de reposição aumentam os riscos de falhas nos equipamentos.
- Abordagem formal às práticas progressivas: A implementação de novas ferramentas sem considerar o estado real dos recursos da unidade apenas aumenta a carga sobre o pessoal e o nível de estresse.
Estratégia de recuperação: retorno aos processos básicos
Para estabilizar a situação, foi desenvolvido um roteiro de recuperação. O palestrante enfatiza a importância de uma avaliação honesta dos recursos disponíveis (financeiros e humanos) antes de lançar novas iniciativas. Os principais passos são:
- Atualização da avaliação de riscos: Revisão dos procedimentos básicos de identificação de perigos, pois é a avaliação inadequada de riscos que frequentemente está na raiz dos incidentes.
- Trabalho de grupos de crise: Criação de comitês especializados (por exemplo, comitê WISE) sob a gestão direta da alta administração para o monitoramento semanal da situação e ajuste dos planos.
- Replicação de ações corretivas: Implementação da prática de aplicar lições aprendidas (incluindo de outras unidades) em todas as áreas de produção semelhantes, com controle obrigatório de execução.
Motivação e desenvolvimento do pessoal como base da estabilidade
Sem o envolvimento do pessoal, quaisquer mudanças técnicas estão fadadas ao fracasso. A apresentação examina detalhadamente um conjunto de medidas para reter e motivar os funcionários:
- Revisão da motivação financeira: Análise objetiva do mercado de trabalho e ajuste de salários para posições críticas, bem como a implementação de KPIs vinculados a indicadores de segurança.
- Otimização das condições de trabalho: Implementação de soluções técnicas (por exemplo, instalação de correio pneumático) para reduzir a carga física sobre o pessoal em condições de escassez de mão de obra.
- Matriz de competências e treinamento: Introdução de novos cargos (por exemplo, técnico que combina funções de operador e ajustador) com treinamento obrigatório e um sistema de avaliação transparente.
O que você aprenderá neste webinar:
- Como conduzir corretamente a avaliação de riscos durante mudanças estruturais na empresa?
- Quais ferramentas ajudam a estabilizar o sistema de segurança em condições de alta rotatividade de pessoal?
- Como estabelecer uma comunicação eficaz com o pessoal durante um período de crise?
- Como usar os resultados de pesquisas de pulso para ajustar a estratégia de gestão de HSE?
- Como motivar os funcionários a cumprir os requisitos de segurança ao expandir suas áreas de responsabilidade?