Soluções de hardware e telemática: o equilíbrio entre cultura e tecnologia
Nas discussões sobre segurança viária, o tema da cultura de condução e do fator humano frequentemente domina. No entanto, as realidades modernas da gestão de frotas exigem uma base tecnológica confiável. Em sua apresentação, Yulia Egorova muda o foco para o "hardware" e a digitalização, analisando detalhadamente como os complexos de hardware ajudam a controlar os riscos no transporte. A palestrante analisa dois vetores paralelos de desenvolvimento da telemática: os rigorosos requisitos da regulamentação estatal e as necessidades internas das empresas por otimização e segurança.
Controle estatal: de botões de emergência a tacógrafos online
A abordagem estatal para equipar os veículos baseia-se na categorização de riscos: quanto maior o perigo potencial de um tipo específico de transporte, mais rigorosos são os requisitos para o seu monitoramento. A apresentação examina detalhadamente a arquitetura dos sistemas de controle estatais:
- Dispositivos de chamada de serviços operacionais de emergência (UVEOS) e ASN: O nível básico de garantia da segurança da vida com transmissão de dados para o sistema estatal ERA-GLONASS. O equipamento de navegação por satélite (ASN) torna-se obrigatório para o transporte de passageiros, caminhões madeireiros, caminhões de lixo e transporte de cargas perigosas, garantindo o monitoramento contínuo das rotas.
- Evolução dos tacógrafos: A transição para tacógrafos online nos próximos anos mudará o princípio de controle do regime de trabalho e descanso. Em vez da transmissão constante da rota, o sistema registrará e enviará dados apenas no momento da infração.
- Controle da capacidade de trabalho do motorista: A palestrante analisa iniciativas legislativas promissoras que permitem gerenciar de forma flexível o tempo de viagem. Se o motorista usar análise de vídeo na cabine ou dispositivos vestíveis (pulseiras) para confirmar um estado físico normal, isso pode se tornar uma base legítima para estender o turno.
Integração: como unir os requisitos do regulador e os objetivos de negócios
As empresas raramente se limitam apenas aos sistemas impostos pelo estado. Para as companhias, a prioridade é reduzir a taxa de acidentes, proteger a reputação e diminuir as perdas decorrentes de acidentes de trânsito. Portanto, as frotas corporativas implementam sistemas de controle de condução segura, análise de vídeo na cabine e sensores de operação de equipamentos especiais.
O principal problema destacado pela palestrante é a fragmentação de dados. O uso de sistemas isolados faz com que despachantes e especialistas em HSE sejam forçados a trabalhar em várias janelas e consolidar dados em planilhas do Excel. A solução é uma integração profunda: informações básicas de monitoramento de dispositivos obrigatórios (por exemplo, ASN) podem ser roteadas para a plataforma corporativa de telemática. Isso permite criar um ambiente digital unificado para a tomada de decisões gerenciais sem a duplicação de equipamentos.
Algoritmo de implementação de sistemas de controle
O equipamento técnico da frota não proporciona uma redução instantânea da taxa de acidentes sem o trabalho adequado com o pessoal. A palestrante mostra, através do exemplo da implementação da análise na cabine, o ciclo clássico de adaptação:
- Estabelecimento do nível básico: O sistema é instalado em modo de monitoramento oculto para uma avaliação objetiva do estilo de condução atual sem a aplicação de sanções.
- Informação e treinamento: Os motoristas são instruídos sobre os princípios de funcionamento do sistema, critérios de avaliação e mudanças esperadas nos padrões de segurança.
- Monitoramento de melhorias: Transição para a fase ativa de controle com análise regular da dinâmica de infrações e correção do comportamento dos motoristas.
O que você aprenderá neste webinar:
- Quais tipos de transporte estarão sujeitos ao equipamento obrigatório com navegação por satélite nos próximos anos?
- Como funcionará o sistema de tacógrafos online e em quais casos ele transmitirá dados aos órgãos de controle?
- De que forma a análise de vídeo na cabine pode aumentar legalmente o tempo permitido do motorista ao volante?
- Como integrar os sistemas de monitoramento estatais com a telemática corporativa para evitar a duplicação de equipamentos?
- Por onde começar a implementação de sistemas de controle de condução segura para não enfrentar rejeição por parte dos motoristas?