A transformação digital em HSE está passando por uma nova etapa qualitativa. Se antes o foco estava na literacia digital — a habilidade de trabalhar com ferramentas prontas para coleta e análise de dados — , agora ela está sendo substituída pela literacia em IA. Não se trata apenas de uma mudança de software, é uma mudança de paradigma no trabalho do especialista.
Evolução das principais tarefas e competências
Antes: O objetivo era obter e apresentar dados rapidamente.
O especialista atuava como um operador: a sua tarefa consistia na coleta precisa e rápida de dados e na sua inserção num sistema de informação (Excel, 1C, etc.) e na sua visualização, por exemplo, no Power BI ou DataLens. A principal competência era a habilidade técnica para trabalhar com uma interface pronta.
Agora: O objetivo é ensinar o sistema neural a pensar e trabalhar, para liberar tempo para o trabalho com pessoas.
O especialista torna-se um arquiteto de processos. O seu objetivo é ensinar a rede neural a pensar e trabalhar, a fim de liberar o seu próprio tempo para tarefas estratégicas e orientadas para as pessoas: trabalho direto com os funcionários, análise profunda de riscos e prevenção.
O que inclui a literacia em IA na prática:
Trabalho profundo com documentos. Não se trata de um simples armazenamento, mas da estruturação de grandes volumes de informação, da sua análise e categorização com a ajuda da IA para pesquisa instantânea e identificação de conexões.
Criação e treinamento de uma base de conhecimento. O especialista "alimenta" o assistente de IA com documentos normativos, instruções e casos anteriores, "treinando-o" para fornecer respostas precisas e contextualizadas.
Projeção da lógica de interação. Esta é uma tarefa fundamental. O arquiteto planeja como será estruturado o diálogo entre o ser humano e a IA, para minimizar erros e aumentar a eficiência dos processos, em vez de apenas reagir a solicitações.
Conclusão
A principal competência do especialista moderno em HSE mudou do domínio de interfaces para o prompting — a habilidade de definir corretamente as tarefas para a IA, verificar e corrigir o seu trabalho. Isso exige não apenas conhecimento técnico, mas também um profundo conhecimento da sua área de atuação. Só assim a IA se transforma de uma simples ferramenta num aliado inteligente, capaz de construir uma nova cultura de segurança na empresa.