12 Regras que Salvam Vidas: por que são monitoradas e como documentar corretamente uma infração

23 outubro 2026 🇷🇺 Original: русский 1 min de leitura

Introdução

As Regras que Salvam Vidas na empresa ZARUBEZHNEFT-Dobycha Kharyaga LLC são as diretrizes fundamentais de segurança destinadas a estabelecer barreiras contra incidentes que possam causar danos a pessoas, ao meio ambiente e ao patrimônio durante a execução de trabalhos e a prestação de serviços.

É exatamente por isso que essas regras são rigorosamente cumpridas por todos, sem exceção: do operário ao gestor, dos funcionários da Empresa aos trabalhadores de empresas contratadas. A norma com as regras está incluída nos contratos com as prestadoras de serviços e é parte integrante deles — os requisitos são obrigatórios para todos que acessam as instalações. No total, são 12 regras.

Mas cumprir as regras é apenas metade do caminho. É preciso saber registrar uma infração de forma correta. O auto de infração das Regras que Salvam Vidas não é uma mera formalidade, mas um documento com real validade jurídica: da qualidade de sua elaboração depende a capacidade da empresa de aplicar uma sanção disciplinar ao funcionário ou impor multas contratuais à empresa terceirizada. A prática mostra que os tribunais frequentemente decidem a favor dos trabalhadores quando o auto apresenta falhas de elaboração. Portanto, o procedimento de registro deve ser tratado com o mesmo rigor dedicado aos próprios requisitos de segurança.

Para que serve o auto de infração das Regras que Salvam Vidas

O auto de infração das Regras que Salvam Vidas comprova a violação da disciplina de trabalho ou das normas de HSE pelo trabalhador e serve de base para sanções disciplinares, podendo chegar à demissão por justa causa. Sem um auto devidamente formalizado, a punição simplesmente não se sustentará em caso de recurso.

É importante distinguir dois cenários:

  • Auto lavrado contra funcionário próprio da Empresa — serve de base para uma sanção disciplinar que o trabalhador pode contestar na Justiça do Trabalho. Aqui, o custo de um erro é máximo.
  • Auto lavrado contra trabalhador de uma Contratada — a disputa passa para a esfera das relações jurídicas entre empresas, e as penalidades recaem sobre a prestadora de serviços.

Dessa diferença decorrem também exigências distintas quanto ao procedimento.

Primeira regra: apenas mediante comissão

O auto de infração das Regras que Salvam Vidas deve ser elaborado por uma comissão composta por, no mínimo, três pessoas. Um registro individual não tem validade. Para os funcionários da Empresa, a comissão é formada exclusivamente por colaboradores da própria companhia.

Se a infração for cometida por um trabalhador de uma empresa terceirizada, é obrigatória a participação de um representante responsável da Contratada na elaboração do auto — encarregado, chefe de setor ou especialista de HSE. Ignorar essa etapa impede a empresa de responsabilizar a contratada.

Segunda regra: local exato da infração

O local da infração deve ser descrito de forma a eliminar qualquer ambiguidade. Não basta escrever «nas dependências do campo de produção». É necessário indicar nomes, endereços, coordenadas de inventário ou outros dados de identificação das instalações, bem como características específicas do terreno.

Bom exemplo de redação: «O trabalhador A. B. Ivanov fumava a 50 m ao norte do Edifício Administrativo e de Apoio da Instalação Central de Processamento do campo de Kharyaga, ou seja, fora do local especialmente designado para fumantes». Esse nível de detalhamento elimina imediatamente dúvidas sobre onde e o que exatamente aconteceu.

Terceira regra: data e hora não são meros detalhes

A data de elaboração do auto tem importância fundamental: do ponto de vista da legislação civil e trabalhista, ela determina as consequências jurídicas do fato da infração. Um auto sem data inviabiliza a aplicação de medidas punitivas tanto ao trabalhador quanto à empresa contratada.

A data e a hora devem ser indicadas no canto superior direito do auto ou ao longo do texto, na parte descritiva.

Quarta regra: nomes completos e cargos sem abreviações

No auto lavrado contra um funcionário da Empresa, os cargos e os nomes completos de todos os envolvidos devem ser escritos por extenso: tanto daqueles que elaboram o documento quanto da pessoa a quem ele se refere. Abreviações, mesmo as de uso comum, não são permitidas a fim de evitar interpretações ambíguas. Escrever «Engenheiro do DTP I. V. Smirnov» pode gerar problemas na Justiça; já «engenheiro do departamento técnico de produção Ivan Vladimirovich Smirnov», não.

Quinta regra: descrição sequencial da infração e referências normativas

A infração deve ser descrita de forma lógica e sequencial: quando, onde, por quem e em que circunstâncias foi cometida, bem como o que exatamente foi violado. Um elemento obrigatório é a referência aos atos normativos que regulamentam a conduta adequada: contrato, descrição de cargo, regulamento interno de trabalho, requisitos padrão de HSE, leis e normas internas da empresa. É necessário indicar os itens e artigos específicos que foram infringidos.

As exigências para o texto manuscrito são rigorosas: escrever de forma legível, sem permitir rasuras ou palavras riscadas ao longo do texto. Caso uma correção seja necessária, uma nota sobre ela deve constar no rodapé da página, e as próprias retificações devem ser validadas pelas assinaturas de todos os membros da comissão.

Sexta regra: justificativa formal — sem ela a sanção não se sustenta

Neste ponto, os procedimentos para funcionários da Empresa e trabalhadores terceirizados divergem de forma mais acentuada.

Para o funcionário da Empresa, a solicitação de justificativa é obrigatória:

  • Se o trabalhador apresentar sua justificativa por escrito imediatamente após o registro da infração, a notificação formal não é necessária.
  • Em caso de recusa em prestar esclarecimentos no local, deve ser entregue no mesmo dia uma notificação solicitando a justificativa por escrito — desvios dessa regra são inaceitáveis, conforme exigido pelo artigo 193 do Código do Trabalho da Federação Russa.
  • Se a justificativa não for apresentada até o final do turno de trabalho a contar do momento da entrega da notificação, a comissão elabora um termo de recusa de apresentação de justificativa e o anexa ao auto de infração.

O descumprimento do procedimento de solicitação de esclarecimentos torna impossível a aplicação da sanção disciplinar — uma consequência direta do art. 193 do Código do Trabalho da Federação Russa.

Para o trabalhador da Contratada, o processo é mais flexível:

  • A ausência de justificativa não impede a elaboração de uma reivindicação contratual contra a empresa terceirizada.
  • Não é emitida notificação para apresentação de esclarecimentos; em caso de recusa em se manifestar, basta registrar esse fato no texto do auto, antes das assinaturas da comissão.
  • Em caso de recusa em assinar o auto, a comissão lavra um termo separado de recusa de assinatura, cuja data e local devem coincidir exatamente com a data e o local de elaboração do próprio auto de infração.

Sétima regra: registro fotográfico como base probatória

O registro fotográfico fortalece a base de evidências e detalha as circunstâncias da infração — especialmente quando o trabalhador ou o representante da contratada se recusa a prestar esclarecimentos. Recomenda-se combinar dois tipos de fotografia.

Fotografia panorâmica

A fotografia panorâmica registra o cenário em grandes áreas do terreno ou em instalações de grande porte com um amplo ângulo de visão. A essência do método consiste em capturas sequenciais que posteriormente são unidas em uma única imagem panorâmica. Esse recurso é fundamental quando não é possível enquadrar todo o local em uma única foto.

Registro fotográfico detalhado

O registro fotográfico detalhado consiste na captura de objetos específicos em uma única imagem ou em várias fotos tiradas de diferentes pontos (fotografia cruzada). O ponto principal é posicionar-se de modo a registrar da forma mais completa possível as circunstâncias da infração e, sempre que viável, fotografar de vários ângulos.

Para vincular as imagens ao documento, fazem-se anotações nas fotografias no formato: «Anexo ao auto de infração das Regras que Salvam Vidas de "__" de _______ de 20__», com a assinatura da foto pelo trabalhador autuado e pelos membros da comissão.

Checklist: o que deve constar no auto

Antes de assinar o documento, verifique se:

  • o local da infração está descrito com coordenadas e pontos de referência exatos;
  • a data e a hora de elaboração do auto estão indicadas;
  • os nomes completos e cargos de todos os membros da comissão e do infrator estão escritos por extenso;
  • há uma descrição sequencial das circunstâncias com referências a itens específicos dos atos normativos;
  • para funcionário da Empresa — consta a justificativa por escrito ou a notificação devidamente formalizada (e, se necessário, o termo de recusa);
  • para trabalhador terceirizado — o representante da contratada foi incluído e eventuais recusas de justificativa ou de assinatura foram registradas;
  • há registro fotográfico: imagens panorâmicas e detalhadas com as devidas anotações e assinaturas.

Conclusão

As Regras que Salvam Vidas não existem para gerar autos de infração — elas existem para que todos voltem para casa vivos. Mas, quando uma violação ocorre, um auto bem elaborado funciona como um seguro para a empresa: sem ele, a sanção disciplinar cairá por terra na Justiça e a penalidade aplicada à contratada perderá a validade. Três princípios básicos — atuação em comissão, precisão descritiva e cumprimento do rito de solicitação de justificativas — cobrem a maioria dos riscos. E um registro fotográfico de qualidade transforma uma situação controversa em um fato documentalmente comprovado e difícil de contestar.

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