Na indústria moderna, um dos principais problemas da gestão de segurança é a falha na transmissão de informações sobre riscos críticos de baixo para cima. O palestrante analisa os resultados de um estudo internacional em larga escala que abrangeu líderes de empresas industriais em todo o mundo. Os dados mostram um quadro alarmante: na esmagadora maioria dos casos, a alta gestão não recebe informações objetivas sobre o estado real dos equipamentos e as situações pré-acidente no local.
A apresentação examina detalhadamente as causas desse fenômeno. O principal fator, segundo os próprios gestores, é a pressão de planos financeiros e de produção ambiciosos impostos pelos acionistas. A prioridade do lucro a curto prazo sobre os investimentos a longo prazo em segurança cria um ambiente no qual a discussão de problemas dispendiosos se torna indesejável. A alta gestão muitas vezes não quer ouvir sobre os riscos, pois resolvê-los exige custos enormes e pode afetar negativamente os indicadores de desempenho e os bônus.
Por parte do pessoal de linha e dos gestores de nível médio, a principal barreira é o medo. Os funcionários temem que relatar um problema resulte em punição, acusações de incompetência ou deslealdade. Além disso, existe uma crença persistente de que, mesmo que o problema seja relatado, não serão alocados recursos para resolvê-lo, e a responsabilidade pelas consequências recairá sobre quem levantou a questão.
O palestrante mostra, através de casos reais, como anos de subinvestimento em ativos fixos colocam os gestores locais em uma situação sem saída. Eles são forçados a operar equipamentos desgastados sem poder influenciar a situação e, com o tempo, simplesmente param de relatar os riscos, percebendo a inutilidade dessas tentativas.
Para resolver esse problema, propõe-se a implementação de um modelo de transmissão direta de informações sobre riscos críticos. A essência da abordagem é a seguinte:
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