No mundo moderno, a gestão de HSE é frequentemente percebida como um conjunto de rituais formais, desconectados da vida real. No entanto, como mostra a prática, o treinamento mais eficaz não se baseia na memorização seca de regras, mas na compreensão de processos profundos. Ekaterina Kuznetsova, diretora interina do Centro de Pesquisa em Saúde e Segurança Ocupacional do Instituto de Pesquisa do Trabalho do Ministério do Trabalho da Rússia, propõe olhar para o treinamento através do prisma das analogias cotidianas. Em sua apresentação, ela examina detalhadamente como a transferência de situações cotidianas para os processos de produção ajuda os trabalhadores a perceber a importância de cumprir os requisitos de segurança.
Um dos principais problemas da abordagem moderna de HSE é a sua percepção como uma função isolada. A palestrante enfatiza que a segurança deve ser gerenciada da mesma forma que os principais ativos da empresa — recursos humanos e finanças. Até que a HSE se torne parte integrante dos objetivos de negócios, será difícil alcançar uma redução real de lesões. A integração de questões de segurança na estratégia geral da empresa permite não apenas proteger os trabalhadores, mas também aumentar a eficiência geral da produção.
O conceito Vision Zero é frequentemente reduzido a um indicador estatístico de ausência de lesões. No entanto, como observa Ekaterina Kuznetsova, o verdadeiro significado da estratégia reside na criação de condições nas quais mesmo o erro de um trabalhador não leve a consequências fatais. A analogia com os protetores de tomada que protegem as crianças demonstra claramente esse princípio: o sistema deve ser construído de forma a excluir fisicamente a possibilidade de lesões graves. Isso requer uma abordagem abrangente, incluindo não apenas soluções técnicas, mas também o cuidado com o bem-estar dos funcionários.
O comportamento humano no trabalho está indissociavelmente ligado aos seus hábitos na vida cotidiana. É impossível esperar que um trabalhador que negligencia as regras de segurança em casa se torne um modelo de disciplina na produção. A apresentação examina detalhadamente o exemplo histórico da empresa DuPont, que começou a levar em conta os acidentes domésticos para melhorar a segurança geral. A formação de uma cultura de segurança deve começar desde cedo, incutindo habilidades de comportamento seguro na vida cotidiana, que então se transferirão naturalmente para o ambiente de trabalho.
Para tornar o processo de avaliação de riscos compreensível e acessível, a palestrante mostra, usando o exemplo de fazer um bolo, como funcionam os principais elementos do sistema de gestão de HSE.
A análise dos materiais de investigação de acidentes frequentemente mostra que as medidas desenvolvidas não eliminam as causas raízes. Ekaterina Kuznetsova dá um exemplo: se uma criança se corta ajudando a mãe na cozinha, a causa não é a falta de instruções, mas a falta de supervisão. Uma abordagem sistêmica requer a revisão não apenas de uma instrução, mas também a atualização de todos os regulamentos locais relacionados, a fim de evitar a repetição de tais situações no futuro.
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