O desenvolvimento da cultura de segurança tradicionalmente foca nos funcionários efetivos, com os quais a empresa constrói relacionamentos de longo prazo. No entanto, em grandes projetos industriais e de investimento, milhares de trabalhadores de empresas contratadas podem estar presentes simultaneamente. O palestrante observa que esses profissionais frequentemente têm diferentes níveis de educação, mentalidade e histórico social. O principal problema reside na curta duração de sua permanência no local — de alguns meses a um ano. Ao mesmo tempo, os acidentes de trabalho das contratadas afetam diretamente os indicadores gerais da empresa (LTI, LTIFR). A ida a "campo" mostrou que ferramentas padrão, como auditorias comportamentais de segurança ou avaliação dinâmica de riscos, muitas vezes permanecem incompreensíveis para o pessoal temporário. Isso exigiu a criação de uma abordagem fundamentalmente nova para formar um campo de informação unificado.
Para resolver o problema, foram desenvolvidos programas de treinamento exclusivos, separados para engenheiros e técnicos e para trabalhadores de empresas contratadas. A apresentação detalha o processo de implementação desses programas. A decisão fundamental foi abandonar o formato de ensino a distância e as apresentações em favor do treinamento presencial com um treinador-motivador interno. O palestrante enfatiza que o sucesso do treinamento depende em grande parte das qualidades pessoais do treinador — sua capacidade de "inspirar" o público.
O treinamento em cultura de segurança foi oficialmente estabelecido em acordos adicionais aos contratos. A prática mostrou que, para muitos trabalhadores, esta é a primeira experiência de diálogo aberto sobre o fator humano e as razões para ocultar microlesões. Para contratadas estrangeiras, os programas foram traduzidos para o inglês e integrados em suas próprias integrações de vários dias, o que permitiu superar a barreira do idioma antes mesmo de entrarem no local.
Após o treinamento inicial, o programa foi ajustado: ferramentas complexas como auditorias comportamentais foram excluídas, pois exigem um nível básico mais alto de cultura de segurança. O arsenal restante inclui diálogos diários de segurança, avaliação dinâmica de riscos, direito de recusa a trabalhos inseguros e a cultura do "Obrigado".
Para avaliar a eficácia da implementação, são utilizadas reuniões curtas com as equipes sem aviso prévio. O treinador realiza tarefas práticas diretamente nos locais de trabalho (por exemplo, pede para avaliar os riscos de equipamentos em operação), recompensando os participantes ativos com pequenos brindes. Um insight importante foi o feedback das contratadas: as próprias equipes do cliente nem sempre demonstravam um modelo de comportamento seguro. Em resposta a isso, o cliente realizou um retreinamento de seus próprios funcionários usando os mesmos programas.
A manutenção do nível alcançado de cultura de segurança é garantida por meio do instituto de supervisão. Os supervisores, que estão no local 90% do tempo, são treinados em todas as ferramentas e realizam um trabalho contínuo com o pessoal, prevenindo violações em tempo real. Além disso, tecnologias modernas são implementadas, como controle por vídeo com elementos de inteligência artificial.
Merece atenção especial a prática de substituir sanções de multas por medidas proativas. A contratada que recebe uma multa por violação dos requisitos de HSE tem o direito de direcionar os fundos para a compra de equipamentos adicionais ou ferramentas além da norma exigida, o que estimula investimentos em segurança real, e não apenas o reabastecimento do orçamento do cliente.
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