A formação de uma cultura de segurança ocupacional sustentável é frequentemente percebida como um processo que exige investimentos financeiros em grande escala e a contratação de consultores caros. No entanto, a prática mostra que as mudanças fundamentais começam com a construção da comunicação e a implementação de ferramentas básicas e compreensíveis para cada trabalhador. Em sua apresentação, o engenheiro líder da LUKOIL-PERM LLC, Alexander Ryabenky, analisa um caso de desenvolvimento da cultura de segurança sob severas restrições de recursos, provando que a eficácia do sistema não depende do orçamento, mas do engajamento dos funcionários.
O palestrante mostra, usando o exemplo de sua empresa, como estruturar o trabalho com base em três elementos-chave: prevenção de incidentes, garantia de sua transparência e trabalho sistemático com as consequências. Para cada nível de pessoal, é fornecido um conjunto específico de ferramentas. Se para os engenheiros e técnicos são matrizes de avaliação de riscos e o desenvolvimento de barreiras, para a equipe operacional foram implementados formatos altamente práticos: avaliação dinâmica de riscos, diálogos de segurança e o direito de interromper trabalhos inseguros.
Atenção especial na apresentação é dada a soluções de baixo custo, mas eficazes, que mudam os hábitos diários dos funcionários:
Um dos elementos centrais da transformação foi a introdução dos Cartões de Observação de Perigos. Alexander examina detalhadamente o problema do baixo engajamento: no início do projeto, os trabalhadores tinham medo de registrar ações inseguras dos colegas ou relatar violações.
Para superar essa barreira, foi desenvolvido um sistema transparente de incentivos financeiros. Para as melhores observações de condições inseguras, ações inseguras ou quase acidentes (Near Miss), são previstos bônus de 5 a 15 mil rublos, bem como um bônus especial do grupo de trabalho. Essa abordagem permitiu dobrar o número de cartões enviados em apenas um ano, mudando o foco da punição para o incentivo à proatividade.
A implementação de quaisquer mudanças inevitavelmente enfrenta resistência, especialmente por parte de funcionários experientes acostumados a trabalhar à moda antiga. O palestrante analisa as causas raízes do comportamento inseguro: desde a pressão dos planos de produção até o desrespeito consciente das regras ("eu sempre fiz assim").
Para mudar as atitudes, é aplicado o método de traduzir os riscos profissionais para o plano da experiência pessoal. Discutir lesões domésticas ou hábitos simples, como usar o cinto de segurança no carro, ajuda a quebrar a barreira da rejeição e mostrar que a segurança não é uma exigência da gestão, mas uma responsabilidade pessoal de cada um.
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