Erros de percepção na avaliação de riscos ambientais. Exemplo de equívocos

8 novembro 2024 🇷🇺 Original: русский 1 min de leitura

A busca por riscos ambientais é algo bastante interessante. Mas não basta encontrar o risco; é preciso avaliá-lo corretamente. Vou apresentar um exemplo interessante de quando a lógica falhou.

Dados:

  • GOK realizando a extração de minerais a céu aberto.
  • Próximo à mina, há um depósito de combustível diesel.
  • O depósito é novo, com uma excelente bacia de contenção de concreto ao redor do perímetro.
  • Explosões em massa são realizadas na mina.
  • Foram registrados casos de pequenos fragmentos caindo perto do depósito de combustível.
  • As discussões na mídia sobre o derramamento de diesel no norte da região de Krasnoyarsk ainda não haviam cessado.

Decisão do grupo.

  • A probabilidade de ocorrência do risco foi considerada a máxima possível: 5 de 5 pontos.
  • O dano decorrente da ocorrência do risco foi considerado o máximo possível: 5 de 5 pontos.
  • No total, o risco recebeu a pontuação máxima possível de 25 pontos.

Qual foi a lógica do grupo?

Explosões em massa ocorrem semanalmente. Em cada explosão, há fragmentos de rocha.

A probabilidade de ocorrência do risco é máxima; parece lógico.

Se o depósito de combustível sofrer danos mecânicos, todo o combustível vazará. O dano máximo possível é um desastre ambiental; também parece lógico.

Então, o grupo avaliou o risco corretamente?

Vamos tentar entender.

Na avaliação de riscos, costuma-se correlacionar a probabilidade de um evento com as consequências desse evento específico. O que o grupo fez foi correlacionar a probabilidade de um evento bastante frequente (projeção de fragmentos) com a consequência mais grave de um evento diferente (vazamento total de diesel). Creio que esteja claro para todos que a probabilidade do Evento 1 (projeção de um fragmento de rocha) e do Evento 2 (projeção de um grande fragmento de rocha atingindo o depósito e destruindo-o) são muito diferentes.

Questionado ao grupo: — Qual é a probabilidade do Evento 2 (projeção de um grande fragmento de rocha atingindo o depósito e destruindo-o)?

Hipoteticamente possível, mas a probabilidade é extremamente baixa — respondeu o grupo por unanimidade.

Resolvemos a questão da probabilidade, mas e as consequências?

Aqui também há o que discutir. Frequentemente, ao avaliar riscos, as medidas de proteção existentes são esquecidas. No nosso caso, a bacia de contenção de concreto do depósito foi projetada para conter todo o combustível vazado.

Questionado ao grupo: — Quanto combustível pode vazar para o meio ambiente, considerando as medidas de proteção existentes?

Pode nem vazar nada — respondeu o grupo.

Foi oferecida ao grupo uma escolha: manter a avaliação máxima inicial ou reavaliar o risco. O grupo reavaliou o risco, e ele recebeu uma pontuação menor.

E o que você faria?

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