A organização do controle administrativo e de produção (CP) em empresas com estrutura geograficamente distribuída é uma tarefa que exige abordagens não padronizadas. Os esquemas clássicos de inspeção, prescritos pelos padrões corporativos, muitas vezes esbarram na dura realidade: distâncias enormes, falta de infraestrutura de transporte e custos financeiros colossais com logística. Durante o webinar, Denis Zamula, Engenheiro Chefe Adjunto de HSE, Segurança Industrial e Contra Incêndios da Vorkutinskoye LPU MG da Gazprom transgaz Ukhta LLC, compartilha a experiência prática de transformação do sistema de controle nas instalações do Extremo Norte.
O palestrante analisa detalhadamente como a transição do cumprimento formal dos regulamentos para uma abordagem baseada em riscos e de cluster territorial permitiu não apenas melhorar a qualidade das inspeções, mas também reduzir significativamente os custos de sua realização. É dada atenção especial ao trabalho da comissão permanente (CP) de terceiro nível, que, segundo o especialista, deve demonstrar liderança e dar o tom para todo o sistema de segurança industrial da filial.
Até 2023, as inspeções da comissão permanente de terceiro nível na Vorkutinskoye LPU MG eram realizadas estritamente por divisões estruturais. No entanto, a especificidade da empresa é tal que as instalações e o pessoal de um mesmo serviço podem estar localizados em locais separados por centenas de quilômetros. Por exemplo, o acesso às instalações da Península de Yamal só é possível de helicóptero. A inspeção de cada divisão separadamente levava a custos astronômicos e a uma abordagem formal.
A solução foi a transição para o princípio de cluster territorial. O palestrante mostra, por meio de um exemplo, como as instalações de produção foram agrupadas em clusters compactos com base em critérios geográficos ou funcionais. A inspeção abrangente de todas as divisões em uma única viagem a uma estação de compressores remota permitiu reduzir os custos de logística em 12 vezes (de 19 milhões para 1,5 milhão de rublos), aumentando simultaneamente a profundidade e a qualidade do próprio controle.
Tradicionalmente, a comissão permanente de terceiro nível era composta por 36 gestores e especialistas. Reunir uma comissão desse porte em sua totalidade é quase impossível, e um número excessivo de inspetores no local muitas vezes leva a uma diminuição da responsabilidade pessoal e ao formalismo.
A apresentação examina detalhadamente o plano de transição para o trabalho com grupos de inspeção móveis. A formação de 4 grupos de 5 pessoas (incluindo especialistas do setor e representantes da produção) com uma rotação anual de um terço da composição resolve várias tarefas ao mesmo tempo: otimiza a carga de trabalho dos gestores, fortalece a responsabilidade pessoal e reduz adicionalmente os custos de viagem em 4 vezes. Além disso, está sendo implementado um sistema de avaliação de desempenho para cada membro da comissão, vinculado a bônus.
Um dos problemas do método de trabalho por turnos é a fraca informação do pessoal sobre as violações identificadas, o que leva à sua repetição em diferentes instalações. Para resolver esse problema, os representantes de HSE foram ativamente envolvidos no trabalho.
O palestrante analisa a mecânica do treinamento direcionado: especialistas do setor realizam reuniões regulares com os representantes, onde analisam violações específicas usando materiais reais de fotos e vídeos das inspeções da comissão permanente. Após esse briefing visual, os representantes realizam inspeções direcionadas em seus locais de trabalho. O resultado é um aumento duplo no número de não conformidades identificadas no nível básico e a redução prática a zero das violações repetidas nos tópicos analisados. É importante ressaltar que os trabalhadores não são punidos pelas violações identificadas por meio desse sistema, o que garante a confiança e a eficácia do processo.
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