Das regras formais à segurança consciente
Os sistemas modernos de gestão de HSE declaram universalmente a meta de "zero acidentes". No entanto, na prática, as empresas deparam-se com o facto de que o cumprimento formal das instruções não garante a ausência de incidentes. A única forma comprovada de melhorar qualitativamente os indicadores é alterar o comportamento dos colaboradores. Durante o webinar, Konstantin Saprykin analisa detalhadamente o processo de transformação da cultura de segurança, mostrando como mudar o foco do controlo administrativo para a consciencialização pessoal de cada trabalhador.
Diagnóstico e reavaliação do indicador LTIFR
Qualquer mudança começa com a avaliação do estado atual. O orador mostra, através do exemplo de uma unidade de produção, um cenário típico: no local de trabalho, os colaboradores cumprem as regras sob a pressão do controlo, mas fora da empresa, a taxa de acidentes aumenta drasticamente. Isto indica que o comportamento seguro não se tornou um hábito interiorizado.
Para uma avaliação objetiva da situação e gestão de riscos, foi escolhido o indicador de frequência de acidentes LTIFR. A principal diferença da abordagem proposta é que o cálculo incluiu não apenas os acidentes de trabalho, mas também os acidentes domésticos. Esta contabilização abrangente permite avaliar de forma realista o nível da cultura de segurança: um colaborador consciente deve avaliar os riscos independentemente de estar no turno ou em casa.
Ferramentas práticas para a mudança de comportamento
Para atingir as metas ambiciosas de redução de acidentes, a apresentação analisa detalhadamente um conjunto de ferramentas destinadas à prevenção de incidentes. Cada uma delas visa envolver o pessoal no processo de gestão de riscos:
- Avaliação dinâmica de riscos. Uma análise mental individual da situação antes de iniciar qualquer ação, sem necessidade de documentação. Cria no trabalhador o hábito constante de se questionar: "O que pode correr mal?".
- Análise de Segurança do Trabalho (AST). Um documento breve e estruturado para a gestão de riscos diretamente durante a execução das operações. O orador sublinha uma nuance crítica: a AST não deve ser desenvolvida apenas pelo supervisor, mas em conjunto com a equipa. Só assim o pessoal começa a compreender a essência das restrições e das medidas de proteção.
- Diálogo de segurança antes do trabalho. Uma ferramenta do líder, construída com base no princípio "3P" (perguntar, ouvir, observar). A prática mostra que a transição de um monólogo formal de instrução para perguntas abertas obriga os trabalhadores a formularem de forma autónoma as etapas do trabalho e os riscos associados.
Visualização de perigos e melhores práticas
Foi dada especial atenção à organização de um espaço seguro através de marcadores visuais. O orador analisa várias soluções eficazes que ajudam a reduzir a probabilidade de erros no local de trabalho:
- Sinalização da altura de 1,8 metros. Como a queda em altura continua a ser um dos principais riscos, o limite de 1,8 metros é visualizado diretamente nos lances de escadas, juntamente com um lembrete para segurar o corrimão. Isto permite que os líderes, durante a monitorização da segurança, deem feedback positivo pelas ações corretas.
- Marcação nos capacetes para primeiros socorros. Apenas os colaboradores que receberam formação, estão psicologicamente preparados e não têm medo de prestar primeiros socorros recebem marcas especiais. Em caso de emergência, isto elimina o pânico e permite encontrar rapidamente uma pessoa competente.
O que vai aprender neste webinar:
- Por que a contabilização de acidentes domésticos é fundamental para avaliar o nível real da cultura de segurança na empresa?
- Como superar a resistência do pessoal e envolver os trabalhadores no desenvolvimento conjunto da Análise de Segurança do Trabalho (AST)?
- Como aplicar a abordagem "3P" para conduzir um diálogo de segurança eficaz em vez de uma instrução formal?
- Que soluções visuais ajudam a minimizar os riscos de queda e ferimentos em lances de escadas padrão?
- Como construir um sistema de monitorização de segurança para que o líder atue como mentor e não apenas como controlador?