Gostaria de destacar, desde o início, que ao implementar a automação e a digitalização na área de HSE, é necessário considerar que este processo não pode ser isolado e autônomo. Ele é sempre precedido por etapas preparatórias que, se não forem levadas em conta, podem tornar a digitalização excessivamente trabalhosa ou pouco eficaz.
É importante entender que, para uma digitalização bem-sucedida, inclusive na área de HSE, são necessários sistemas, padrões e algoritmos. O caos e os processos desorganizados são praticamente impossíveis de automatizar e digitalizar.
A estratégia e a tática desempenham um papel fundamental, definindo o objetivo e métodos claros para alcançá-lo. Globalmente, no âmbito da estratégia rumo à digitalização, podem-se destacar várias etapas principais:
Esta etapa é fundamental e significativa. Inclui a análise do estado atual, desde a organização, estruturação e sistematização até a otimização, documentação e criação de uma estratégia para processos de negócios paralelos relacionados ao HSE.
Um aspecto importante também é a organização dos relatórios internos e externos, o que ajuda a selecionar as áreas prioritárias para a digitalização.
Após a preparação, passamos para a segunda etapa, que inclui a formulação das especificações técnicas, o desenvolvimento e a implementação. Nesta fase, também é necessário dar atenção à elaboração de normas internas da empresa que descrevam a digitalização dos processos. Obter feedback dos usuários potenciais nas fases de planejamento e teste também desempenha um papel importante.
A implementação da automação e digitalização em HSE ajudará a melhorar significativamente o registro de incidentes, a gestão de riscos ocupacionais, o controle da realização de atividades e a geração de documentação. As áreas prioritárias para a digitalização nas empresas geralmente são: registro e análise de ocorrências, exames médicos, treinamento, controle e entrega de equipamentos de proteção individual (EPI), avaliação das condições de trabalho e gestão de riscos ocupacionais.