Cultura de Segurança e Liderança em HSE

10 outubro 2024 🇷🇺 Original: русский 1 min de leitura

No mundo moderno, onde o progresso tecnológico e as inovações transformam continuamente os processos produtivos, as questões de HSE assumem o protagonismo. Ao focar na segurança e saúde dos trabalhadores, as empresas não apenas cumprem os requisitos legais, mas também demonstram responsabilidade social, compromisso com o desenvolvimento sustentável e cuidado com seu pessoal. Nesse contexto, o papel da liderança em HSE torna-se especialmente relevante, pois são os gestores que definem a direção e o tom de toda a cultura de segurança na organização.

As condições modernas de produção são caracterizadas não apenas pela alta tecnologia, mas também por um mercado de trabalho em constante mudança, pela globalização e por exigências crescentes de responsabilidade ambiental e social. Em um ambiente tão dinâmico, as questões de HSE tornam-se ainda mais complexas e multifacetadas, exigindo que os gestores não apenas cumpram as normas e padrões existentes, mas também busquem constantemente abordagens inovadoras para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.

O compromisso dos líderes da empresa com os princípios de HSE não apenas forma a base para um sistema de segurança eficaz, mas também serve como um fator importante na criação de uma imagem positiva da empresa como um empregador responsável e atraente. Isso, por sua vez, contribui para atrair colaboradores talentosos, aumentar sua lealdade e reduzir a rotatividade de pessoal, o que é um aspecto fundamental para o sucesso de qualquer organização na economia moderna.

A liderança em HSE deve começar no nível superior de gestão. O compromisso dos executivos com os princípios de segurança e preservação da saúde no local de trabalho serve como catalisador para a formação de uma cultura corporativa correspondente.

Gestores que demonstram claramente seu compromisso com o HSE estabelecem padrões para toda a organização. Isso inclui ações práticas, como a participação pessoal em práticas seguras, a alocação de recursos para programas de HSE e a garantia de disponibilidade de treinamento e qualificação para os trabalhadores. Quando as palavras dos gestores coincidem com suas ações em termos de segurança, cria-se a base para uma cultura onde a segurança se torna a principal prioridade em todos os níveis.

Quais são os critérios para definir o nível da cultura de segurança e é possível medi-lo? Sim, é possível, e para isso existem diversas metodologias.

Consideremos a importância da liderança dos gestores da organização em questões de HSE através do exemplo da "Escada da Cultura de Segurança" de Patrick Hudson. De acordo com essa metodologia, a cultura de segurança de uma organização é dividida em cinco níveis: patológico, reativo, calculista, proativo e generativo (Fig. 1).

Cada pessoa está em um dos degraus da escada. Isso depende de sua experiência de vida, atitude em relação ao trabalho e à vida. Ao mesmo tempo, os novos colaboradores adotam a norma de comportamento estabelecida no grupo e a seguem. Essa regra funciona nos dois sentidos — tanto na direção positiva quanto na negativa. Isso ocorre porque o trabalhador não deseja ser uma "ovelha negra" e se afastar do coletivo.

Frequentemente, as organizações estabelecem indicadores de "Zero Acidentes" ou "Zero Incidentes de Segurança Industrial". Os especialistas em HSE elaboram planos para formar a cultura de segurança na produção, mas, infelizmente, nem sempre esses indicadores e planos são cumpridos.

Nesta situação, é necessário entender em qual nível da escada da cultura de segurança se encontram os gestores da organização. Se eles estiverem no nível patológico ou reativo, não se pode esperar nenhuma ação real para reduzir os acidentes e formar uma cultura de segurança.

É preciso compreender que nós — especialistas em HSE, gestores — podemos levar os trabalhadores ao nível de cultura de segurança em que nós mesmos nos encontramos. Por isso, a liderança dos gestores em questões de segurança é tão importante.

Consideremos alguns passos práticos cuja execução permitirá formar e desenvolver a cultura de segurança na organização.

Exemplo pessoal

A influência dos gestores é especialmente visível quando eles demonstram seu compromisso com a segurança pelo exemplo pessoal. Isso pode ser manifestado através da participação regular em treinamentos de segurança, cumprimento dos procedimentos de segurança em igualdade com os outros trabalhadores e participação proativa em eventos voltados para a melhoria das condições de trabalho. Essa abordagem não apenas enfatiza a importância da segurança para a gestão, mas também motiva os colaboradores a seguir os padrões e práticas estabelecidos.

Desenvolvimento e implementação da política de segurança

Criação de princípios de política de segurança claros, compreensíveis e acessíveis, que enfatizem a prioridade das questões de HSE na empresa.

Destaco algumas ferramentas que se provaram eficazes na prática:

  • declaração pessoal de segurança – é uma mensagem escrita do CEO sobre a importância das questões de HSE, indicando as principais regras que os gestores e trabalhadores da organização devem seguir;
  • regras de ouro (fundamentais) de segurança – um conjunto de requisitos básicos e atuais que devem obrigatoriamente ser seguidos na organização.

Treinamento e desenvolvimento

Iniciação e apoio por parte da gestão da unidade ou empresa a programas educacionais contínuos e treinamentos de segurança para trabalhadores de todos os níveis. É importante a transição de uma atitude formal em relação ao treinamento para a transferência real de conhecimentos e habilidades necessárias para a execução segura do trabalho. Esse processo exige o envolvimento e o apoio dos gestores diretos.

Atualmente, na empresa, utilizamos as seguintes ferramentas de treinamento para os trabalhadores:

  • criação e uso de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) – é um documento que descreve a sequência correta e segura para a execução de operações tecnológicas;
  • portal de treinamento – é um recurso onde os trabalhadores realizam treinamentos obrigatórios e complementares de acordo com os programas desenvolvidos; adicionalmente, desenvolvemos vídeos por tipo de trabalho, o que permite acelerar o aprendizado e torna a informação mais visual e compreensível;
  • realização de treinamentos e capacitações presenciais. Desenvolvemos diversos programas para treinamentos presenciais dos colaboradores da empresa. Os programas são divididos por níveis. Para os gestores, o foco principal do treinamento é voltado para a liderança em segurança.

Comunicação e transparência

Uma comunicação aberta e honesta entre a gestão e os trabalhadores desempenha um papel fundamental na formação da cultura de segurança. Gestores que se comunicam regularmente com os trabalhadores sobre temas de segurança, ouvem suas sugestões e preocupações e realmente as levam em consideração, criam uma atmosfera de confiança. Isso incentiva os colaboradores a estarem mais envolvidos nos processos de HSE e a participarem ativamente na prevenção de incidentes.

Para implementar essa frente, utilizamos várias ferramentas. Primeiro, o chatbot. Hoje em dia, todos têm celulares e usam aplicativos de mensagens.

Com base em um deles, criamos um chatbot de HSE, no qual os trabalhadores podem relatar incidentes, violações, sugerir melhorias e acessar o portal de treinamento. Além disso, o trabalhador pode anexar fotos ao seu relato.

Essa ferramenta permite reagir prontamente a diversas situações na área de HSE e contribui para o envolvimento dos trabalhadores em questões de segurança.

A segunda ferramenta é a linha direta com o CEO: qualquer colaborador pode enviar uma pergunta ao líder da empresa. Essas perguntas são coletadas e o gestor fornece respostas que são publicadas no jornal corporativo e no portal.

Análise de incidentes

É necessário realizar uma análise minuciosa de quaisquer ocorrências ou situações de quase acidente para identificar as causas raízes e desenvolver medidas corretivas. Ao formar a cultura de segurança, é importante analisar incidentes ocorridos anteriormente e extrair lições deles. O registro e a análise de incidentes de segurança permitem identificar os pontos mais críticos e focar a atenção em sua eliminação. Compreender as causas raízes das ocorrências possibilita o desenvolvimento de medidas corretivas e evita a repetição de incidentes por motivos semelhantes.

É fundamental informar os gestores e trabalhadores sobre os incidentes ocorridos e as medidas desenvolvidas.

Apoio a inovações e melhorias

Gestores abertos a inovações e à melhoria contínua das condições de trabalho contribuem significativamente para o desenvolvimento da cultura de segurança. Isso pode se manifestar no apoio a iniciativas para a implementação de novas tecnologias, métodos de treinamento e prevenção de riscos, bem como na disposição de investir no aprimoramento da infraestrutura e dos equipamentos para elevar o nível de segurança. Incentivar uma abordagem inovadora à segurança mostra que a gestão não busca apenas cumprir as normas existentes, mas procura constantemente formas de tornar o local de trabalho ainda mais seguro.

Responsabilidade e prestação de contas

Um aspecto importante da liderança em HSE é a criação de um sistema no qual a responsabilidade e a prestação de contas sobre questões de segurança estejam claramente definidas. Os gestores devem ser responsáveis pelo cumprimento das normas de segurança por cada trabalhador.

A análise regular dos indicadores de segurança, o feedback dos trabalhadores e o reconhecimento das conquistas na área de segurança ajudam a manter um alto nível de responsabilidade em todos os níveis da organização.

Definição de metas e monitoramento

Gestores que estabelecem metas claras e mensuráveis na área de HSE e monitoram regularmente seu alcance contribuem para o aumento do nível geral de segurança. Isso inclui o desenvolvimento de planos para melhorar as condições de trabalho, a realização de auditorias de segurança regulares e a análise de dados sobre acidentes para identificar e eliminar riscos potenciais. Essa abordagem permite não apenas reagir aos problemas que surgem, mas também prevenir sua ocorrência.

Como uma ferramenta eficaz, vale destacar o "comitê de segurança" — reuniões periódicas de gestores onde são discutidos os indicadores de segurança do trabalho, questões problemáticas e o status da implementação de projetos e medidas para a melhoria das condições de trabalho.

Em conclusão, noto que a formação da cultura de segurança na produção e o desenvolvimento da liderança em HSE é um caminho complexo que exige não apenas tempo, mas também desenvolvimento contínuo, treinamento e adaptação a novos desafios. Mas é precisamente graças a isso que as empresas podem construir um futuro onde a segurança e a saúde dos trabalhadores sejam prioridade e base para o sucesso econômico a longo prazo.

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