Fabricação de vagões de carga: eficiência do fabricante VS segurança do cliente

Caso
18 dezembro 2025 🇷🇺 Idioma original: русский

Segurança além da empresa: por que o fabricante de vagões pensa nos riscos do cliente

A abordagem moderna de HSE exige ir além dos processos habituais dentro da empresa. Ilya Kobzar, Diretor de HSE da "RM Rail", levanta em sua apresentação um problema importante: como as soluções técnicas na fase de projeto e produção de material rodante de carga podem reduzir os riscos para os trabalhadores das empresas consumidoras.

O palestrante enfatiza que os incidentes muitas vezes ocorrem porque a pessoa se encontra em um ambiente imperfeito. Mesmo com um alto nível de cultura de segurança e diálogos regulares com os funcionários, se a infraestrutura ou os equipamentos não forem bem projetados, o risco permanece. Na fabricação de vagões, esse problema é particularmente agudo, pois a operação de vagões envolve uma série de perigos específicos.

Integração de calços de freio na estrutura do vagão

Um dos incidentes frequentes nas vias ferroviárias das empresas é o recuo não intencional de um vagão. A investigação desses casos frequentemente mostra que o calço de freio não foi instalado a tempo. O palestrante analisa as causas raízes desse problema: os calços geralmente são armazenados em suportes especiais no território da estação. Para instalar o calço, o manobrador de trens precisa caminhar até ele, expondo-se a riscos de queda (especialmente no inverno em vias escorregadias), e o fator humano e o estado psicológico podem fazer com que o trabalhador simplesmente esqueça ou não tenha tempo de fazê-lo.

Como solução, propõe-se adotar a experiência da indústria automotiva, onde os calços de freio são um elemento obrigatório na estrutura do transporte de carga. A integração do calço de freio diretamente na estrutura do vagão permitirá:

  • Aumentar significativamente a probabilidade de instalação oportuna do calço sob a roda.
  • Reduzir a necessidade de movimentação do manobrador de trens por zonas perigosas da estação.
  • Minimizar os riscos de queda e ferimentos do pessoal durante a execução de trabalhos de manobra.

Gestão de riscos de queda de altura na manutenção de vagões

O segundo problema grave, analisado detalhadamente pelo palestrante, é o risco de queda de altura ao subir no vagão (por exemplo, em um vagão-tanque). As proteções existentes em muitos vagões não fornecem a proteção adequada, e sua altura muitas vezes é insuficiente.

O problema é agravado pelo fato de que, ao trabalhar fora de plataformas estacionárias, o trabalhador precisa usar sistemas de segurança para trabalho em altura. No entanto, como observa o especialista, nas estruturas atuais dos vagões não há ancoragens estruturais calculadas. Os elementos do vagão aos quais os trabalhadores podem tentar se prender (por exemplo, corrimãos) não são projetados para a carga dinâmica que ocorre durante a queda do corpo humano e não levam em consideração o fator pêndulo (risco de impacto contra o corpo do vagão).

Para resolver esse problema, o fabricante propõe integrar elementos de fixação certificados de sistemas de segurança diretamente na estrutura do material rodante. Isso dará aos consumidores a confiança na proteção dos trabalhadores durante operações fora de locais de trabalho estacionários e reduzirá os riscos administrativos durante inspeções de órgãos reguladores.

Mudança nos padrões do setor: o caminho para vagões seguros

A implementação de tais inovações exige não apenas soluções técnicas, mas também mudanças na base regulatória. Durante as respostas às perguntas, discute-se o problema da unificação: mesmo que uma empresa encomende vagões seguros, vagões padrão de outros proprietários continuarão a circular na rede.

O palestrante explica que a iniciativa do fabricante visa mudar a regulamentação do setor e os padrões de produção de material rodante de carga por meio de associações públicas especializadas. Segundo as estimativas do especialista, o horizonte de implementação de mudanças tão drásticas, levando em conta os procedimentos burocráticos e os testes de certificação, é de cerca de 5 anos.

O que você aprenderá neste webinar:

  • Por que as medidas tradicionais de controle de riscos ao trabalhar com vagões muitas vezes são insuficientes?
  • Como a integração do calço de freio na estrutura do vagão reduz os ferimentos entre os manobradores de trens?
  • Por que as proteções existentes nos vagões não protegem contra quedas e como organizar corretamente os pontos de ancoragem?
  • Como a empresa consumidora pode influenciar a segurança do material rodante adquirido?
  • Quanto tempo levará para mudar os padrões de segurança do setor na fabricação de vagões?
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