Você já se deparou com relatórios "polidos" e apresentações impecáveis de HSE? Às vezes, eles são tão fascinantes que lembram os contos de fadas de Alexander Pushkin. Por que esse gênero continua sendo tão popular em nosso meio profissional? 🤔
A resposta é simples: se esses contos de fadas são escritos, é porque alguém precisa deles. Costuma-se pensar que o CEO ou o conselho de administração acreditam na eficácia do sistema de HSE apenas por falta de dados sobre a situação real. No entanto, isso é um equívoco.
Não subestime a perspicácia da alta gestão. Os executivos seniores possuem diversos canais de comunicação e sempre recebem exatamente a informação de que precisam. Isso significa que a doença dos "relatórios polidos" nasce no topo — onde são "encomendados" pelos detentores da cultura corporativa — e só então infecta os outros departamentos. 😷
A boa notícia é que a solução para o problema reside nesse mesmo nível.
Contudo, surgem aqui duas questões sensíveis:
📍Você, como profissional de HSE, está disposto a tomar a iniciativa e discutir honestamente o problema com o CEO?
📍Você tem coragem suficiente para arriscar sua carreira em prol da vida e da saúde das pessoas e do bem-estar da empresa que você foi chamado a proteger?
E quem prometeu que trabalhar com HSE seria fácil?
Não existe uma "pílula mágica" aqui. E nem mesmo a IA mais avançada poderá ajudar. 🤖
A propósito, a IA é apenas mais uma ferramenta no vasto arsenal de HSE. Mas será que ter um martelo ou uma chave de fenda na caixa de ferramentas algum dia significou que seriam usados corretamente? Lembramos bem de acidentes de grande repercussão nos últimos 10 a 15 anos que ocorreram apesar dos sistemas de proteção automáticos mais sofisticados. Assim também no caso da IA, as pessoas mais cedo ou mais tarde entenderão como contorná-la e fazê-la funcionar "corretamente". Portanto, não se deve confiar apenas na tecnologia.
A segurança do trabalho é algo que as pessoas criam e destroem. É uma questão de moral e de escolha pessoal. Nenhuma ferramenta de HSE (IA, KPIs, instruções e regras, auditorias da diretoria, etc.) é capaz de consertar a cultura de segurança. A única coisa que funciona é a "atitude de dono" do CEO, seu exemplo pessoal e sua exigência. Se as pessoas sentem que o chefe se importa, então não há nada para "polir".
Pessoalmente, tive a sorte de conhecer tais líderes, trabalhar com eles e aprender com eles. E você?
P. S. A culpa é toda de James Reason e sua "Taxonomia do Erro Humano". 😉
💬 Você reconhece o personagem no desenho? Ele te lembra alguém?
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Comentários 3
O que eu não mencionei no texto principal do blog, mas pode ser útil.
O principal segredo do sucesso — é falar a linguagem da alta gestão: a linguagem dos números, das leis e da continuidade dos processos de negócios:
1. Argumentos financeiros (A linguagem do dinheiro)
2. Segurança jurídica (A linguagem das leis)
3. Eficiência operacional (A linguagem dos processos)
Como estruturar a própria conversa?
Acho que você tem absoluta razão. Fico feliz que o artigo a tenha inspirado a pensamentos tão precisos.