Garantir a saúde e o bem-estar dos funcionários em instalações de produção remotas é um dos desafios mais complexos na área de HSE. Quando a produção está localizada além do Círculo Polar Ártico, em condições climáticas severas e com acessibilidade de transporte limitada, as abordagens padrão para cuidados médicos mostram-se insuficientes. Em sua apresentação, Irina Abyzbaeva, chefe do grupo de HSE e saúde da "Rusvietpetro", compartilha a experiência prática de criar um sistema abrangente de cuidados com a saúde dos trabalhadores do setor petrolífero no Distrito Autônomo de Nenets.
A palestrante destaca que a pandemia do coronavírus serviu como um catalisador para mudanças, mostrando a necessidade de transição de uma resposta reativa para uma gestão proativa dos riscos à saúde, incluindo não apenas o bem-estar físico, mas também o mental.
Uma das soluções-chave foi a automação dos exames médicos pré-viagem. A implementação de um complexo de hardware e software com sistema Face ID permitiu resolver vários problemas de uma só vez:
A organização de exames médicos periódicos para trabalhadores em regime de turno é um desafio logístico. A palestrante analisa a prática de realizar exames diretamente no local de produção usando complexos médicos móveis, que incluem unidades de exames ocupacionais e diagnóstico por imagem.
Por que isso é importante? Os trabalhadores passam pelo exame nas mesmas condições climáticas em que trabalham, o que permite identificar com mais precisão os fatores de risco. Além disso, isso elimina o problema de "atestados caseiros" de qualidade duvidosa e economiza o tempo dos funcionários, que não precisam mais gastar seus dias de folga entre os turnos viajando para clínicas.
Em condições de distanciamento de grandes centros médicos, a telemedicina torna-se uma ferramenta vital. A apresentação detalha duas áreas de sua aplicação:
A análise da morbidade mostrou que as doenças do sistema circulatório (hipertensão arterial, doença isquêmica do coração) ocupam as posições de liderança. Para trabalhar com esse grupo de risco, foi lançado o projeto "Escola de Saúde".
As aulas são realizadas em pequenos grupos e incluem partes teóricas e práticas. Os trabalhadores aprendem a avaliar o risco cardiovascular individual usando a escala SCORE, a manter diários de saúde em aplicativos móveis e a monitorar a atividade física. Essa abordagem aumenta a adesão ao tratamento e motiva os funcionários a assumirem a responsabilidade por sua própria saúde.
Cuidar do bem-estar não se limita à medicina. A palestrante mostra, através do exemplo de um complexo esportivo e recreativo único no campo de Severo-Khosedayuskoye, como a criação de uma infraestrutura moderna afeta a qualidade de vida dos trabalhadores em regime de turno. Academias, quadras esportivas para jogos em equipe e o trabalho de treinadores profissionais ajudam os funcionários a se recuperarem após os turnos e a manterem a forma física.
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