A Evolução da Gestão de Contratados na Indústria de Petróleo e Gás
A interação com organizações contratadas em instalações de produção perigosas é uma das principais áreas de risco para qualquer empresa de extração. Quando dezenas de contratados e centenas de seus funcionários estão simultaneamente no campo, os métodos clássicos de controle deixam de funcionar. É necessária uma abordagem sistêmica que integre os requisitos de segurança em todas as etapas: desde os procedimentos de licitação até o controle diário no local. Em sua apresentação, Alexey Mosyagin, chefe do serviço de segurança industrial e saúde ocupacional de uma empresa de extração de petróleo, analisa detalhadamente a arquitetura de tal sistema, construído com base na integração das melhores práticas internacionais e no rigoroso controle de acesso.
Sistema de Acesso em Várias Etapas: Da Licitação ao Local de Trabalho
O palestrante mostra, usando o exemplo de sua empresa, como construir barreiras para contratados inescrupulosos antes mesmo do início dos trabalhos. O processo começa com a classificação dos contratos por nível de risco (alto, médio, baixo) e a nomeação de curadores responsáveis. Isso permite diferenciar os requisitos e focar os recursos nas áreas mais perigosas.
Principais etapas de acesso:
- Pré-qualificação na etapa de licitação: O contratado deve confirmar a conformidade com os critérios de HSE, obtendo pelo menos 80 pontos. Para contratos de alto risco (por exemplo, obras de construção e montagem com mais de 50 pessoas), é realizada uma auditoria técnica da base material. Isso elimina as empresas que não estão preparadas para cumprir requisitos rigorosos.
- Acordo padrão de HSE: Um anexo obrigatório ao contrato que estabelece os requisitos, violações críticas e penalidades. A assinatura deste documento muitas vezes se torna um filtro, após o qual alguns contratados se recusam a participar da licitação, percebendo a inviabilidade dos requisitos para o seu nível de cultura de segurança.
- Acesso em duas etapas à instalação: A primeira etapa é a verificação documental (análise do registro de perigos, licenças). A segunda etapa é a verificação real no campo usando um checklist de 50 itens (ordens, instruções, treinamento, EPIs, equipamentos). Somente após passar com sucesso por ambas as etapas o contratado é autorizado a trabalhar.
Ferramentas de Controle e Motivação no Local de Trabalho
Após o acesso do contratado à instalação, entra em ação um sistema de controle contínuo e engajamento. Para cada contrato, é designado um especialista supervisor do serviço de saúde ocupacional, que acompanha o contratado em todas as etapas.
A apresentação detalha as ferramentas utilizadas:
- Penalidades e medidas proativas: Ao identificar violações críticas, os trabalhos são suspensos. As multas podem ser substituídas por medidas proativas, como a compra de EPIs de melhor qualidade, o que incentiva o contratado a investir em segurança, em vez de simplesmente pagar penalidades.
- Sistema 5S e melhoria contínua: Implementação dos princípios de organização do local de trabalho (5S) e de um sistema de apresentação de ideias para melhorar a segurança ("Tenho uma ideia") com motivação não material (pontos, prêmios). Isso envolve os trabalhadores do contratado no processo de criação de um ambiente seguro.
- Gestão de Operações Simultâneas (SIMOPS): Uso de uma matriz de distâncias para evitar conflitos durante a execução paralela de trabalhos perigosos (por exemplo, proibição de trabalhos a quente em um raio de 400 metros durante a abertura da formação).
- Treinamento interno em padrões de segurança: Realização de um treinamento de três dias para o pessoal técnico e de engenharia das organizações contratadas com a emissão de cupons, bem como instruções para os trabalhadores sobre práticas proativas ("5 minutos de segurança", "pare, pense, faça").
Classificação e Integração dos Conceitos Vision Zero e 5Z
Para avaliar a eficácia do trabalho com os contratados, é utilizado um sistema de classificação, realizado a cada seis meses. Ele inclui um bloco reativo (violações, multas) e um bloco proativo (aplicação de práticas de segurança). Cair na "zona vermelha" significa o fim da cooperação após a conclusão do contrato.
O palestrante enfatiza a importância da integração de conceitos internacionais. A adesão ao Vision Zero (zero acidentes) e ao 5Z (avaliação do nível de maturidade) permite disseminar os princípios de segurança para contratados e subcontratados, formando uma cultura unificada. A avaliação anual de acordo com as sete regras de ouro do Vision Zero e o desenvolvimento de planos de ação para melhoria garantem o desenvolvimento contínuo do sistema.
O que você aprenderá neste webinar:
- Como construir um sistema eficaz de pré-qualificação de contratados na etapa de licitação?
- Quais critérios usar para classificar os contratos por nível de risco?
- Como organizar o acesso em duas etapas de um contratado a uma instalação de produção perigosa?
- Como aplicar penalidades para estimular ações proativas do contratado?
- Como integrar os princípios Vision Zero e 5Z no trabalho com organizações contratadas?
- Como agir em situações atípicas ao admitir pessoal não qualificado do contratado?