O treinamento em HSE para funcionários que trabalham fora do escritório ou da produção — representantes de vendas, promotores, motoristas — muitas vezes se torna uma formalidade. Quando a equipe está espalhada por todo o país e não enfrenta riscos típicos de produção, as instruções e apresentações padrão perdem sua eficácia. O chefe do serviço de HSE da JSC PK "Elektrozavod", Alexey Kozyrev, analisa um caso prático: como envolver mais de 3.000 funcionários localizados em 150 cidades da Rússia em questões de segurança pessoal.
O palestrante observa que, em condições de redução do tempo de tomada de decisão e aumento de distrações, os métodos tradicionais de treinamento perdem. Baseando-se na pirâmide de Edgar Dale, que comprova a alta eficácia dos formatos de jogos para a memorização de informações, a empresa decidiu transferir os processos de trabalho reais dos funcionários para um ambiente virtual.
Em vez de testes chatos, foi desenvolvido um jogo para celular que simula o dia de trabalho de um representante de vendas. Os jogadores atuaram como gerentes, gerenciando seis subordinados. O objetivo principal é obter o máximo de lucro nos pontos de venda, mantendo um equilíbrio entre eficiência e segurança.
A apresentação examina detalhadamente o processo de adaptação dos padrões de segurança corporativa ao formato de jogo. Formulações complexas foram simplificadas e as tarefas foram baseadas na análise de equívocos típicos e violações reais.
A condição fundamental do projeto era a voluntariedade. Para estimular a participação, foi introduzido um sistema de motivação: classificações de equipe e individuais com prêmios (eventos corporativos, melhoria das condições de trabalho, vales-presente). O jogo estava disponível 24/7 a partir de qualquer dispositivo móvel.
Os resultados superaram as expectativas: dos 3.315 usuários carregados no sistema, 1.224 pessoas (cerca de 40%) concluíram o jogo totalmente. O palestrante ressalta que para um formato voluntário, este é um excelente indicador. O feedback dos participantes também foi positivo — a pontuação média foi de 4,4 em 5. O principal resultado de negócios foi uma redução no número de incidentes e violações dos requisitos corporativos entre os que concluíram o treinamento.
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Comentários 10
Vyacheslav Pachin: Como levaram os trabalhadores ao jogo?
1. Salas de treinamento
2. Celulares pessoais com incentivos
3. Quiosques com senha
Vladislav Khmyrov: Pode-se interessar a diretoria sem acidentes graves?
Use estatísticas setoriais. Entenda o que sua diretoria teme e venda conforme.
Vladislav Melnikov: Que resultados visam?
Engajamento inicial — 35% em 2 meses. Deveria ter ultrapassado 50%. Mais ativações com conteúdo seriam necessárias.
Alexey Ryazantsev: Este jogo está integrado ao treinamento SST?
Pode ser: treinamento anual, integração ou torneio de engajamento. Depende da necessidade produtiva.
Alexey Ryazantsev: Como mediram a mudança no engajamento?
Não medimos neste projeto. Era para engajamento inicial. 35% participaram. Boa pergunta, levaremos em conta.
Aigul Ulykpanova: Até vivenciar, não se entende.
Exatamente. Os melhores "influenciadores" são testemunhas de acidentes, não vítimas.
O estresse no treinamento deve ficar em 40-50% da intensidade real.
Inna Sviridenko: Segmentaram a amostra?
Não neste contexto. O objetivo era engajamento inicial das equipes de campo.
Alexander Mormorin: Que limitações na gamificação de segurança?
1. Resistência à novidade.
2. Conservadorismo da cultura corporativa — algumas não aceitam jogos mas aceitam simulações de negócios ou gêmeos digitais.
Ruslan Lisitsin: Por que as pessoas não se interessam pela própria segurança?
1. Excesso de confiança. O "efeito TV" — tudo acontece longe. 2. Só se alcança com bom design de treinamento — como teatro e cinema.
Vladislav Khmyrov: As pessoas ficam no celular e esquecem tudo.
É culpa do mau design de treinamento. O formato deve mudar a cada 10 minutos.
Esquecimento vem da falta de prática. Cada treinamento deve terminar com um mês de reforço.