O ambiente profissional moderno exige dos especialistas em HSE e segurança industrial não apenas conhecimentos técnicos profundos, mas também alta adaptabilidade. A transição de modelos previsíveis para o chamado mundo BANI (frágil, ansioso, não linear e incompreensível) dita novas regras para lidar com riscos e pessoal. Durante a masterclass aberta, Tatiana Borisova, líder regional de HSE e continuidade de negócios da Novartis, analisa os principais aspectos da gestão de mudanças e da transformação das qualidades de liderança.
Durante muito tempo, a base para a tomada de decisões gerenciais foi o pensamento crítico: o especialista analisava a situação, comparava alternativas e fazia uma escolha. No entanto, a palestrante enfatiza que, em condições de não linearidade e alta velocidade de mudanças, essa abordagem começa a falhar. O pensamento crítico requer tempo para uma análise profunda, o que simplesmente não existe em situações críticas. Além disso, em um ambiente imprevisível, nem sempre é possível definir claramente todas as alternativas disponíveis.
Para uma adaptação bem-sucedida, é necessário desenvolver o pensamento lateral (não convencional). É a capacidade de usar ambos os hemisférios do cérebro para gerar rapidamente várias soluções para um único problema. Essa abordagem permite não ficar preso a um único cenário e reestruturar rapidamente os processos se o plano inicial se mostrar ineficaz.
O desenvolvimento de habilidades cognitivas e velocidade de reação está intrinsecamente ligado à compreensão do fator humano. A apresentação examina detalhadamente a tese de que quaisquer mudanças estruturais ou de processos na empresa inevitavelmente enfrentam resistência e ansiedade por parte dos funcionários.
A gestão de mudanças é impossível sem uma inteligência emocional desenvolvida pelo líder. A empatia, a capacidade de construir comunicações interfuncionais e transmitir informações de forma clara aos funcionários ajudam a reduzir o nível de tensão. A palestrante mostra que a integração bem-sucedida de novas regras de segurança depende de quão capaz o gestor é de envolver a equipe no processo de transformação, em vez de simplesmente impor uma diretriz de cima para baixo.
A gestão de mudanças no nível de cada especialista individual baseia-se em vários princípios básicos, que foram formulados durante o trabalho prático dos participantes da masterclass:
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