O treinamento em HSE no setor de energia elétrica sempre teve suas especificidades e uma profunda história de regulamentação normativa. Durante muito tempo, o setor viveu sob a coexistência paralela das regras de trabalho com o pessoal e dos requisitos gerais da resolução 1/29. Em 2019, foi alcançado um avanço significativo: um novo artigo do Código do Trabalho eliminou a duplicação, permitindo que o treinamento fosse realizado no âmbito da preparação e avaliação da prontidão para o trabalho. No entanto, em 2022, com a entrada em vigor da resolução 24/64, a situação voltou a se complicar. Surgiram novos programas, requisitos de registro no cadastro do Ministério do Trabalho e a necessidade de adaptar o sistema existente. Em sua apresentação, Stanislav Khromov, chefe do serviço de HSE da PJSC "TGC-1", analisa detalhadamente como a empresa, com 6.500 funcionários e uma geografia complexa de ativos, resolveu esse problema, combinando os requisitos de diferentes documentos normativos sem perder a qualidade.
A TGC-1 enfrentou um sério desafio: como cumprir os requisitos da resolução 24/64 sem quebrar o sistema de avaliação de prontidão do pessoal que já estava funcionando. O palestrante mostra, usando o exemplo de sua empresa, que a duplicação de processos é um caminho sem saída. Foi tomada uma decisão estratégica: integrar os novos requisitos às regras de trabalho com o pessoal (PRP) existentes. Os principais pontos de contato foram os programas de preparação pré-exame e a verificação de conhecimentos. A empresa adaptou os formulários de protocolo, adicionando os campos necessários para registro no cadastro do Ministério do Trabalho, e desenvolveu uma matriz de treinamento que leva em conta as especificidades de várias categorias de trabalhadores.
Para implementar os programas de treinamento, a TGC-1 utilizou os recursos de seu próprio centro de treinamento corporativo e um sistema de ensino a distância (EAD). O Programa "A" (questões gerais de HSE) é implementado por meio do EAD, mas com a participação obrigatória de especialistas do serviço de HSE como instrutores. Isso permite manter o conhecimento atualizado e analisar casos reais. O palestrante dá atenção especial às aulas práticas. Para os programas de trabalhos de alto risco e uso de EPIs, foram introduzidos formatos de jogos de negócios (por exemplo, sobre o sistema de permissão de trabalho) e o uso de simuladores. O treinamento prático de habilidades de primeiros socorros é tradicionalmente realizado com instrutores de reanimação em manequins.
A implementação do novo sistema não ocorreu sem dificuldades. Uma delas foi o carregamento em massa de dados no cadastro do Ministério do Trabalho. A TGC-1 encontrou uma solução simples e eficaz: o uso de um arquivo Excel, estruturado de acordo com o esquema do Ministério do Trabalho, para conversão em XML e posterior carregamento. Isso evitou os custos de um software caro. Outro ponto controverso é a participação de especialistas em HSE nas comissões de verificação de conhecimentos de acordo com as PRP. Apesar da posição de alguns órgãos de supervisão, a empresa, baseando-se na prioridade da resolução 24/64, inclui especialistas em HSE nas comissões, onde atuam como secretários e organizadores do processo.
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