T-HSE nas operações da EVRAZ

Caso
11 dezembro 2023 🇷🇺 Idioma original: русский

Integração da segurança na eficiência operacional

As realidades modernas de produção exigem uma revisão das abordagens clássicas de segurança do trabalho. Em condições de otimização do número de funcionários e da complexidade dos processos tecnológicos, a segurança torna-se parte integrante da eficiência operacional. Durante a sua apresentação, Yana Reprintseva, Diretora de Desenvolvimento de HSE e Segurança Industrial da EVRAZ, analisa detalhadamente o processo de transformação do sistema de gestão de HSE (T-HSE), onde a aposta principal é na análise preditiva, na gestão comportamental e no envolvimento do pessoal de produção.

O problema dos trabalhos não planeados e a base da segurança

A análise de acidentes de trabalho mostra que uma proporção significativa de incidentes graves ocorre durante a execução de tarefas planeadas que são subitamente interrompidas por situações anormais. A oradora ilustra com um exemplo: quando uma equipa é retirada do processo principal para o descarregamento urgente de um transporte que chegou, todo o algoritmo de execução segura do trabalho é violado.

Para resolver este problema, foi proposta uma abordagem sistémica:

  • Conversão de trabalhos não planeados em planeados. Isto permite fornecer antecipadamente à tarefa os recursos necessários e a avaliação de riscos, eliminando a pressa e o caos no local.
  • Implementação da AST (Análise de Segurança da Tarefa). Um documento de uma página é aplicado a operações que anteriormente não eram cobertas por mapas tecnológicos ou autorizações de trabalho, garantindo um algoritmo de ações claro, tendo em conta os riscos emergentes.
  • Planeamento em cascata. A fixação de tarefas começa ao nível do chefe de oficina (num horizonte semanal), para que o supervisor de turno não enfrente a necessidade de integrar tarefas repentinas num plano diário já formado.

Mapa de calor de riscos: foco digital para o gestor

Uma das ferramentas de transformação mais procuradas, que recebeu uma grande resposta dos trabalhadores da produção, foi o «Mapa de Calor» digital. Trata-se de um painel (implementado no Power BI com a perspetiva de transição para um modelo 3D) que mostra em tempo real a acumulação de riscos em áreas específicas.

A ferramenta resolve o problema da distribuição da atenção do gestor em produções de grande escala. O mapa agrega dados de sistemas corporativos e da aplicação móvel «Caça aos Riscos». Tem em conta tanto os riscos estáticos (constantemente presentes na área) como os dinâmicos (que surgem no momento). Se um indicador vermelho acender na área — por exemplo, medidas atrasadas para eliminar um perigo identificado — o supervisor ou chefe de oficina percebe exatamente onde precisa de investir o seu tempo hoje para prevenir um incidente. Cerca de 80% dos dados para o mapa são recolhidos automaticamente, minimizando a introdução manual.

Especificação de papéis e métricas de eficiência

Os apelos à «liderança em segurança» muitas vezes permanecem uma abstração para os gestores de linha. A apresentação examina detalhadamente a transição para requisitos específicos: para cada papel de produção (do chefe de oficina ao supervisor), são definidos 3-5 pontos claros de responsabilidade.

Métricas específicas e padrões de trabalho foram desenvolvidos para estes pontos. Isto permite que os gestores compreendam exatamente que ações são esperadas deles no âmbito do novo modelo de HSE, como realizar rondas de linha e que questões levantar nas células administrativas.

O que vai aprender neste webinar:

  • Como os trabalhos não planeados incontroláveis afetam o nível de lesões graves e como integrá-los no sistema de planeamento?
  • Em que princípio se baseia o mapa de calor digital de riscos e que métricas causam o seu «aquecimento»?
  • Como automatizar a recolha de dados sobre perigos utilizando aplicações móveis e envolver os empreiteiros neste processo?
  • Como traduzir requisitos abstratos de liderança em 3-5 KPIs específicos para chefes de oficina e supervisores?
  • Por que a análise do comportamento dos funcionários se torna mais importante do que o controlo do estado do equipamento na investigação de incidentes?
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