Da reação à prevenção: como gerir riscos antes que se materializem
Na prática moderna de HSE, a gestão de riscos frequentemente se resume a reagir a incidentes que já ocorreram. No entanto, a verdadeira eficácia é alcançada ao trabalhar com a parte inferior da "pirâmide de incidentes" — situações e ações perigosas que ainda não resultaram em lesões. Em sua apresentação, Irina Gnezdilova, chefe do departamento de HSE da Gazprom Energo, analisa uma abordagem prática para a gestão de riscos através da análise profunda das causas raízes de situações perigosas.
A palestrante mostra, usando o exemplo de sua empresa, como a transição da eliminação formal de não conformidades para a análise sistêmica das causas permite alcançar zero acidentes (meta zero) sem investimentos financeiros adicionais significativos, utilizando dados e recursos já disponíveis.
Fontes de dados para análise de situações perigosas
Para uma gestão de riscos eficaz, é necessário coletar informações sobre eventos potencialmente perigosos de várias fontes. A empresa construiu um sistema de coleta de dados que inclui:
- Resultados de auditorias do sistema de gestão de segurança industrial, onde as não conformidades são registradas.
- Verificações de gravações de vídeo de trabalhos de alto risco, revelando ações errôneas do pessoal.
- Apelos à linha direta de segurança industrial por parte dos trabalhadores.
- Resultados de auditorias comportamentais de segurança.
- Inspeções por órgãos de controle corporativo.
A coleta desses dados é apenas o primeiro passo. O principal valor reside na análise subsequente de cada situação registrada.
Metodologia de análise de causas raízes
A apresentação examina detalhadamente o processo de trabalho com situações perigosas identificadas. Em vez de uma eliminação superficial (por exemplo, realizar um treinamento não programado), aplica-se o método de análise de causas raízes, mais frequentemente o método dos "cinco porquês" ou a análise de barreiras.
Esta abordagem requer um certo nível de maturidade da cultura de segurança na empresa. É importante criar uma atmosfera de confiança, onde os funcionários estejam prontos para discutir abertamente as causas das falhas e conduzir uma autoavaliação crítica. Para a implementação bem-sucedida da ferramenta, a empresa organizou treinamento interno para funcionários-chave em metodologias de análise de causas raízes.
Resultados práticos da implementação da abordagem
A palestrante destaca várias vantagens principais do trabalho detalhado com as causas raízes:
- Visão sistêmica dos problemas: A análise mostra que as causas raízes de situações perigosas isoladas frequentemente se repetem (na empresa, cerca de 15 a 20 unidades básicas foram identificadas).
- Alocação direcionada de recursos: As medidas de gestão de riscos tornam-se precisas e direcionadas a problemas reais, em vez do cumprimento formal de requisitos.
- Transformação do treinamento: A identificação de lacunas de conhecimento leva à atualização dos programas de treinamento, à criação de tarefas práticas baseadas em gravações de vídeo reais de ações perigosas e à realização de sessões de esclarecimento direcionadas sobre novos documentos regulatórios.
- Envolvimento de gestores: Gestores de todos os níveis estão envolvidos no processo de eliminação das causas raízes, pois são responsáveis pela solução sistêmica do problema em suas instalações.
- Melhoria dos regulamentos locais: A análise frequentemente revela lacunas ou formulações ambíguas em documentos internos, o que inicia sua revisão.
O que você aprenderá neste webinar:
- Como organizar a coleta e análise de dados sobre situações perigosas de várias fontes?
- Por que gerenciar a parte inferior da "pirâmide de incidentes" é mais eficaz do que reagir a incidentes?
- Como implementar o método de análise de causas raízes ao lidar com não conformidades e microlesões?
- Como transformar o sistema de treinamento de pessoal com base nas causas raízes identificadas de ações perigosas?
- Como envolver os gestores de linha no processo de eliminação sistêmica de riscos no local de trabalho?