Os métodos tradicionais de treinamento em segurança do trabalho frequentemente enfrentam uma atitude formal por parte dos funcionários. O ponto de virada para a revisão das abordagens de prevenção de acidentes nas empresas costuma ser a ocorrência de incidentes reais. Nesta apresentação, Larisa Kirillova analisa a experiência de transformação do sistema de treinamento após uma série de acidentes, quando a análise mostrou a insuficiência do controle exclusivamente técnico e revelou o papel crítico dos fatores comportamentais.
A palestrante mostra, usando o exemplo de sua empresa, como a conscientização sobre o impacto do fator humano levou à busca por novos formatos de engajamento dos funcionários. Os treinamentos padrão foram complementados por métodos interativos voltados para a popularização do comportamento seguro. A ferramenta principal foi a gamificação — a introdução de jogos intelectuais corporativos no formato de quiz competitivo.
A implementação de práticas de jogos requer uma abordagem sistêmica para o conteúdo e a organização. A apresentação detalha a estrutura dos torneios, que abrangem sete filiais da empresa. O banco de perguntas é atualizado anualmente com 250 questões, abordando segurança industrial, contra incêndios, de transporte, de gás, ambiental e cultura de segurança. O uso de formulações não padronizadas — desde fatos históricos até estudos de caso práticos — incentiva os trabalhadores a estudar a documentação normativa de forma independente.
Um elemento importante do sistema é o envolvimento da alta administração: os executivos formulam pessoalmente as perguntas para os jogos e premiam os vencedores, o que destaca a importância da iniciativa em toda a empresa.
Qualquer iniciativa na área de HSE requer resultados mensuráveis. A palestrante apresenta dados de uma avaliação independente conduzida por uma universidade especializada. Durante a implementação do projeto, registrou-se um aumento no índice de cultura de segurança de 3,54 para 3,78 pontos (de 4 possíveis), bem como o dobro do número de participantes nas rodadas de qualificação. A prática mostrou que o conhecimento adquirido em um ambiente competitivo com um alto nível emocional é retido pelos funcionários por muito mais tempo do que após palestras padrão.
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