A abordagem moderna de HSE há muito ultrapassou os limites dos departamentos especializados. A segurança é um estilo de trabalho de toda a empresa, que depende diretamente da postura da alta direção. Em sua apresentação, Tatiana Bobrovitskaya, representante da Shell, analisa a evolução da cultura corporativa de segurança: desde a implementação do programa Hearts and Minds no início dos anos 2000, que mudou o foco das instruções técnicas para a atitude consciente das pessoas, até os conceitos modernos de Human Performance e Learner Mindset.
A palestrante destaca uma importante mudança de paradigma: os erros são inevitáveis, pois são cometidos por seres humanos. A principal tarefa de um sistema de segurança moderno é criar condições nas quais um erro não leve a consequências fatais. Para isso, a segurança psicológica do ambiente é fundamental. Se os funcionários têm medo de punição, eles ocultam incidentes e situações potencialmente perigosas, privando a empresa da oportunidade de aprender lições e prevenir acidentes no futuro.
O papel do líder é especialmente relevante para empresas com uma estrutura hierárquica pronunciada. A alta direção não apenas dita o tom e aloca recursos, mas também desempenha uma função de integração crucial. A palestrante observa que os incidentes frequentemente ocorrem na interseção das áreas de responsabilidade de diferentes departamentos. É o líder quem consegue superar essa fragmentação, construindo uma interação eficaz entre os departamentos e tornando a segurança uma tarefa comum, e não um problema exclusivo do serviço especializado.
A apresentação examina detalhadamente os padrões comportamentais específicos que um gestor deve demonstrar para formar uma cultura de segurança confiável:
Um bloco separado da apresentação é dedicado às especificidades do trabalho em joint ventures, onde os interesses e culturas corporativas de diferentes acionistas se encontram. A palestrante mostra, com o exemplo das parcerias da Shell, como o diálogo é construído para aproximar os padrões de segurança. A etapa mais importante deste trabalho começa antes mesmo da assinatura dos contratos: a empresa realiza uma avaliação profunda dos riscos de HSE do ativo potencial. A presença de restrições intransponíveis (por exemplo, trabalho em parques nacionais) pode ser motivo para recusar o acordo, enquanto em outros casos, os requisitos para adequar o ativo aos padrões corporativos de segurança são incorporados diretamente na estrutura do acordo.
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