Para garantir um resultado eficaz, o Especialista em Segurança do Trabalho (HSE) deve compreender todos os processos de negócio da empresa, possuir os dados necessários, entendendo e sabendo de quem e como obtê-los. É preciso encontrar as chaves para cada colaborador – desde a equipe de limpeza até o CEO.
Podemos, como profissionais, usar uma única abordagem para todos? 100% não. Temos tempo para escolher uma maneira diferente de falar com cada trabalhador no momento? Nem sempre!
Acredito que devemos considerar todo um espectro de fatores, especialmente com colegas-chave, especialistas e gestores, tais como temperamento, hobbies, idade, formação, experiência, status, dados físicos, carga de trabalho e senso de humor.
Existem pessoas de fases, das quais nem sempre vale a pena se aproximar sem antes fazer uma leitura através da inteligência emocional. Há quem goste de conversar em uma linguagem mais simples e direta, e às vezes vale a pena estar na mesma sintonia para se entenderem. Para alguns, uma piada nova ou uma brincadeira local funciona bem. Com outros, é possível discutir futebol ou outro esporte. Alguém, talvez, tenha acabado de voltar de férias inesquecíveis e esteja totalmente inspirado; outro pode ter passado por algum problema e queira compartilhar.
Exemplo real: Como iniciar um diálogo de negócios importante usando o contexto.
Imagine a situação: você precisa discutir uma questão importante com um colega que é um torcedor fervoroso de futebol. Ontem, o time dele perdeu ou não teve um bom desempenho em campo, e você entende bem de futebol, mas é mais contido no temperamento.
Espere, pense em como melhor iniciar um diálogo de negócios importante. Por exemplo:
– aquele time venceu merecidamente e houve motivos para isso...;
– se tivéssemos mudado o jogo... teríamos vencido;
– deixe-os comemorar por enquanto, depois veremos quem ganhará o campeonato.
A partir daí, percebendo a mudança nas emoções, podemos agir no interesse do trabalho. Devemos sempre levar isso em conta? Acredito que, no trabalho, todos devem saber se controlar e não demonstrar dificuldades pessoais, mas, como se sabe, essa é uma tarefa muito difícil e, para atingir seus objetivos, é importante considerar detalhes sobre a pessoa, mantendo o resultado em mente!
Vale a pena fazer amigos no trabalho, aproximando-os de nós... é uma questão complexa. Na minha opinião, em geral, não, pois isso pode ser perigoso ao resolver questões profissionais críticas e de grande responsabilidade. As exceções podem ser colegas de longa data e confiança, com os quais não há conflitos diretos de interesse. Mas não deve haver concessões, tapinhas nas costas ou pensamentos de \"para você pode\", caso contrário, toda a nossa autoridade, construída grão a grão ao longo dos anos, corre o risco de ser minada, e o quanto isso ocorrerá pode depender até do \"telefone sem fio\" dentro da empresa.
Precisamos estar em forma todos os dias, criando novas abordagens e práticas, distribuindo nossa força, tempo e energia.
Pessoalmente, descobri que até abordagens não convencionais, como observar datas de nascimento (sem me aprofundar em numerologia ou astrologia, mas notando tendências comportamentais gerais que às vezes são associadas a elas), podem me dar material extra para refletir sobre o caráter de um colega. Este, claro, não é um método científico, mas cada um de nós busca suas próprias chaves para entender as pessoas, e para mim isso se tornou uma das ferramentas no meu arsenal.
E não se chega a isso logo após a faculdade ou depois de um ano; é preciso cometer erros e aprender com eles, ganhar bagagem de observação sobre como as pessoas se comportam e se posicionam, observar, absorver o melhor e tirar conclusões de comportamentos e ações negativas. E, de forma alguma, acredito que ninguém tenha o direito de gritar com o outro – isso é um sinal de fraqueza, algo que deve ser cortado pela raiz, de imediato.
As posições de um gestor de HSE devem ser firmes, fortes e autoritárias; caso contrário, todos os nossos objetivos e planos serão inalcançáveis ou levaremos muito mais tempo para atingi-los.