Contexto e desafios: por que eficiência e segurança são inseparáveis
Na realidade industrial moderna, muitas vezes surge um conflito de interesses tácito: os departamentos de produção buscam cumprir metas e reduzir custos, enquanto os serviços de HSE focam na conformidade com as regras, o que às vezes é percebido como um obstáculo à eficiência operacional. No entanto, como mostra a prática, esses dois objetivos não são mutuamente exclusivos. Pelo contrário, eles se reforçam mutuamente, criando a base para o desenvolvimento sustentável da empresa.
Em sua apresentação, Nikolay Denisov, Diretor de Desenvolvimento do Sistema de Negócios da KAO "Azot", examina detalhadamente como superar esse conflito oculto e construir um sistema no qual a segurança se torne o motor da eficiência operacional. O palestrante enfatiza que, diante da crescente complexidade dos processos tecnológicos, regulamentações governamentais mais rigorosas e volatilidade nas cadeias de suprimentos, ignorar as questões de segurança leva inevitavelmente a perdas financeiras e de reputação.
Princípios-chave para integrar a segurança aos processos de negócios
Para alcançar um equilíbrio entre os indicadores de produção e a segurança no trabalho, o palestrante demonstra, usando o exemplo da KAO "Azot", a implementação de quatro princípios fundamentais:
- A segurança como parte da estratégia operacional. Todos os projetos de desenvolvimento de produção e modernização de equipamentos passam obrigatoriamente por uma avaliação de riscos. Um passo importante foi a iniciativa de incluir a Taxa de Frequência de Lesões com Afastamento (LTIFR) nos KPIs de toda a alta administração, incluindo os diretores financeiro e comercial. Isso obriga os líderes de todos os departamentos a buscar formas de influenciar a segurança e a considerá-la na tomada de decisões gerenciais.
- Liderança e engajamento dos gestores. A formação de uma cultura de segurança é impossível sem o exemplo pessoal da liderança. A implementação de práticas padrão, como inspeções de linha regulares e diálogos de segurança, ajuda os gestores a demonstrar seu compromisso com os princípios de HSE na prática.
- Transformação das Auditorias Comportamentais de Segurança (BBS). O abandono de metas rígidas para o número de auditorias e a transição para uma abordagem qualitativa permitiram evitar o formalismo. Os gestores conduzem as auditorias de forma consciente, focando em problemas reais, como o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o que fornece uma imagem objetiva da situação nos locais de trabalho.
- Transparência de dados e melhoria contínua. O uso de centros de despacho, sistemas de análise de vídeo e ferramentas de visualização de dados (por exemplo, dashboards) garante a transparência dos processos. Projetos como o "Espaço de Trabalho Seguro" (BRP) e a "Caça aos Riscos" envolvem os funcionários no processo de identificação e eliminação de perigos. Um fator importante para o sucesso foi o abandono da abordagem punitiva durante as inspeções de comitês: em vez de ordens, são elaborados protocolos de ação, o que estimula a abertura e a confiança.
Abordagens não convencionais para avaliação e motivação
A apresentação examina detalhadamente a experiência única da KAO "Azot" em contabilizar lesões domésticas ao calcular o indicador LTIFR. Embora isso torne irrelevante a comparação direta com outras empresas, essa abordagem permite obter uma visão mais completa do impacto das lesões na disponibilidade da força de trabalho e na eficiência geral da empresa.
Além disso, o palestrante analisa o processo de "sair das sombras" — superar a prática de ocultar microlesões e incidentes leves. A declaração de uma "anistia" e a formação de uma cultura de confiança levaram a um esperado aumento de curto prazo nas estatísticas de incidentes, seguido por um declínio estável, o que indica uma melhoria real na situação.
O que você aprenderá neste webinar:
- Como convencer a alta administração (incluindo o diretor financeiro) a investir em segurança?
- Por que a inclusão do indicador LTIFR nos KPIs de gestores não ligados à produção muda a cultura da empresa?
- Como reiniciar as auditorias comportamentais de segurança para que deixem de ser uma formalidade?
- Como conduzir adequadamente uma "anistia" de incidentes e sobreviver ao inevitável salto nas estatísticas?
- Como a ferramenta "Espaço de Trabalho Seguro" (BRP) ajuda a integrar a segurança no trabalho diário das oficinas?