Investigação de Incidentes em Segurança Industrial. Objetivos, Tarefas, Métodos

Caso
18 julho 2023 🇷🇺 Idioma original: русский

A cultura moderna de segurança industrial aposta em ferramentas proativas — avaliação de riscos e auditorias comportamentais. No entanto, o trabalho reativo com incidentes que já ocorreram continua sendo uma barreira criticamente importante para prevenir lesões graves. As estatísticas oficiais muitas vezes não refletem a situação real, ocultando uma enorme camada de microlesões. Durante o webinar, Vyacheslav Pachin, chefe do departamento de HSE do grupo de empresas "Agropromkomplektatsiya", analisa detalhadamente como uma grande holding agrícola transformou a abordagem de investigação de incidentes, mudando o foco da busca por culpados para a identificação de falhas sistêmicas.

Da fixação de microlesões a soluções sistêmicas

A base das mudanças na empresa foi a recusa em ocultar pequenos incidentes e transferi-los para o status de "lesões domésticas". O palestrante enfatiza que cada incidente, incluindo microlesões, deve ser investigado. Isso permite trabalhar com os pré-requisitos antes que eles levem a consequências graves. Para priorizar os perigos, a empresa implementou de forma independente a avaliação de riscos usando o método Fine-Kinney, o que ajudou os especialistas em segurança do trabalho a mergulhar mais fundo nos processos de produção e na tecnologia de operação dos equipamentos.

A tese principal da apresentação: a investigação é um processo em equipe de busca por causas sistêmicas e melhoria de processos tecnológicos, e não uma ferramenta de punição. Somente com essa abordagem o pessoal de produção e os serviços de engenharia começam a interagir abertamente com os especialistas em segurança do trabalho.

Ferramentas práticas para encontrar causas raízes

Vyacheslav Pachin mostra com exemplos como construir uma cadeia lógica de investigação, aplicando sequencialmente três ferramentas analíticas. O processo começa com a coleta de fatos, não com a formulação de hipóteses.

  • Método 5W1H. É usado na primeira etapa para descrever as circunstâncias do incidente com a maior precisão possível. Respondendo às perguntas "O quê? Onde? Quando? Quem? Por quê? Como?", o grupo de trabalho afasta-se de formulações vagas. O palestrante dá um exemplo: um interrogatório detalhado ajudou a descobrir por que os trabalhadores não qualificados na esteira sofriam cortes, enquanto os desossadores de carne trabalhavam com segurança. Descobriu-se que os desossadores estavam protegidos por aventais de malha de aço e luvas contra perfurações, enquanto os trabalhadores não qualificados usavam luvas de algodão comuns. A introdução de luvas de Kevlar para proteção contra cortes em áreas adjacentes resolveu completamente o problema.
  • Análise 4M (Diagrama de Ishikawa). Os fatos coletados são sistematizados em quatro direções: pessoas, máquinas (equipamentos), métodos (instruções) e materiais. Nesta fase, o grupo de trabalho, que inclui mestres, engenheiros e o serviço de segurança, gera todas as possíveis causas do incidente, sem descartar nem mesmo as opções improváveis.
  • Método dos "5 Porquês". É aplicado às causas mais prováveis identificadas na etapa anterior para chegar à falha sistêmica fundamental que gerou a situação perigosa.

Erros na implantação horizontal de medidas

Encontrar a causa raiz e desenvolver uma solução de engenharia é apenas metade da batalha. A apresentação examina detalhadamente o caso da queda de um trabalhador no piso molhado de um posto de controle sanitário. A investigação foi conduzida corretamente: o grupo de trabalho identificou um problema de ergonomia e alterou o design dos degraus, alongando a soleira. No entanto, alguns meses depois, um incidente semelhante ocorreu em outra oficina.

Este exemplo demonstra claramente a importância crítica da informação horizontal. As medidas corretivas devem ser dimensionadas para todas as áreas e departamentos semelhantes da empresa, e as informações sobre as lições aprendidas devem ser comunicadas prontamente aos gerentes de produções adjacentes.

O que você aprenderá com este webinar:

  • Como superar a abordagem formal para registrar microlesões e torná-las uma ferramenta para prevenir acidentes graves?
  • Em que sequência aplicar os métodos 5W1H, análise 4M e "5 Porquês" para obter o efeito máximo?
  • Como formar corretamente um grupo de trabalho e envolver o pessoal técnico e de engenharia no processo de investigação?
  • Por que as medidas corretivas locais muitas vezes não evitam a recorrência de incidentes e como construir um sistema de troca de experiências entre as oficinas?
  • Como a adaptação de roupas de trabalho para operações específicas de trabalhadores adjacentes reduz a taxa de lesões na esteira?
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Comentários 21

Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Que KPIs? Ligação com LTIFR?

Sem ligação. KPIs vinculados a projetos SST.

Instituto de representantes SST?

Não. Próximo passo: criar comitês de segurança.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Nível de apoio do top management?

Atualmente alto. Expliquei que documentar conforme a lei reduz riscos. Após eliminar causas frequentes de microlesões, a produtividade aumentou.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Que percentual são sindicalizados?

Cerca de 50%

Participam da discussão de projetos governamentais de SST?

Em SST não. Em questões ambientais, o ministério envia textos normativos para comentários.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Como comunicam resultados de microlesões?

Nos briefings de 5 minutos. Se necessário, com vídeos.

Como recebem sugestões?

Caixas de feedback, quadros informativos. Em breve um chatbot SST.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Como determinam o responsável pela investigação?

O relatório é assinado em comissão com prazos e responsáveis.

Como avaliariam o engajamento dos funcionários?

Entre 3+ e 4-. Mais alto em plantas modernas. Mais difícil com o pessoal da "velha guarda" — envolvemos com concursos e exercícios práticos.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Como gerenciam riscos vermelhos e laranja?

Onde possível, reduzimos. Caso contrário, aceitamos com treinamento, instruções e controle reforçado.

Como avaliam as causas de erros humanos?

Descrevemos os motivos (pressa, desconhecimento, ordem do supervisor, violação deliberada) e trabalhamos nas causas desses motivos.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Análise de acidentes fatais na agricultura?

Não no nível setorial. As empresas não compartilham esses dados.

Classificam incidentes por recursos de investigação?

Sim. Sem problemas de recursos até agora.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Interação com especialistas SST no campo?

Responsáveis regionais. Reuniões online semanais. Visitas mensais. Sistema de treinamento online. Motivação. Oportunidades de carreira.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Os resultados das investigações servem para outras ferramentas?

Sim. Exemplos: EPI adicionais, escadas portáteis, vídeos animados de segurança.

Como combatem o formalismo nas investigações?

Os especialistas SST assumem o papel principal.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Erros lógicos frequentes com os 5 Porquês?

Não com frequência. Se a causa fica clara no 2º ou 3º porquê, não há necessidade de forçar.

Todos têm acesso aos "alertas flash"?

Os supervisores. Os trabalhadores nos briefings de 5 minutos.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Alguém foi sem instrução e caiu de altura.

Caso similar conosco. Investigação completa com todas as autoridades. A videovigilância ajuda em 90% dos casos.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Consideram todos os tipos de segurança?

Tentamos todos. Há uma direção de biossegurança separada.

Microlesões se tornaram lesões?

Não. Em caso de visita médica por contusão, é classificado como acidente de trabalho.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Investigam microlesões e acidentes da mesma forma?

Aproximadamente sim. Às vezes a causa é óbvia.

Envolvem o supervisor do local?

Na investigação — sim. Na implementação — absolutamente.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

São causas "fundamentais" ou "raiz"?)

Causas reais!)

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Como comunicam causas e plano corretivo?

Nos briefings de 5 minutos e pelos supervisores. Cada lesão significa ausência, risco de não cumprir o plano, custos. É mais barato aplicar as medidas corretivas.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Uma agressão por terceiros seria acidente de trabalho?
Investigaremos; a classificação depende das circunstâncias.

Como coletam microlesões?

Pelos postos médicos.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Estrutura da empresa e do departamento SST?

11.000 funcionários. 4 regiões. 30 pessoas em SST. Carga elevada. Diversificação (culturas, pecuária, processamento). Diálogo com a diretoria estabelecido.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

A metodologia de investigação inclui avaliação do especialista SST?

As ações são avaliadas em termos de conformidade com requisitos e função de controle.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Em caso de acidente, quem é culpado?

Trabalhamos nas causas. Buscamos falhas nos processos, não culpados.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Chamam atenção para segurança na vida cotidiana?

Sim. Vídeos de condução segura no inverno, dicas para passeios, comportamento no calor — regras gerais sem separar trabalho/vida.

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Mariya Bondar
Mariya Bondar há 2 anos

Que métodos de avaliação de riscos antes do método da Marinha dos EUA?

Matriz. Depois Fine-Kinney para graduação mais precisa.

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