No início dos anos 2000, a indústria do carvão enfrentou um alto nível de acidentes de trabalho. Em resposta, empresas, incluindo a "SUEK-Kuzbass", investiram fundos significativos na atualização de equipamentos, implementação de novos sistemas de proteção contra gases e bloqueio, bem como na aquisição de equipamentos de proteção individual modernos. Essas medidas permitiram reduzir os acidentes em três vezes, eliminando as causas técnicas dos incidentes. No entanto, em 2020, as estatísticas mostraram novamente um aumento nos incidentes. O palestrante analisa as causas desse fenômeno: 90% dos incidentes estão relacionados a ações inseguras dos funcionários e apenas 10% a condições inseguras. Tornou-se evidente que, para reduzir ainda mais os acidentes, é necessário trabalhar com o comportamento das pessoas e mudar sua atitude em relação à segurança.
Para mudar o comportamento dos funcionários, é necessário começar pelos gestores. A apresentação detalha a abordagem na qual novas ferramentas de segurança são integradas ao trabalho padrão e rotineiro dos gestores de linha. Isso permite tornar o controle de segurança um hábito, e não uma carga adicional. O projeto "Padrão de Trabalho do Gestor" estabelece ações específicas que o gestor deve realizar regularmente para transmitir a cultura de segurança a todos os níveis da empresa.
O controle de produção (CP) no âmbito do novo padrão não é um evento isolado, mas um sistema integrado de resposta rápida a mudanças na situação. O palestrante mostra, com um exemplo, como o CP constrói um sistema de barreiras que previnem desvios e inclui o controle ativo por parte dos trabalhadores de engenharia e técnicos (TET). Um elemento importante é a responsabilidade dos chefes de departamento pelos riscos e a análise das causas raízes dos desvios, por exemplo, usando o método dos "5 porquês".
Para a implementação bem-sucedida do padrão, a empresa preparou treinadores internos entre os TET, utilizando treinamentos práticos com simulação de atividades reais. Isso permitiu aumentar significativamente o nível de assimilação do material. Além disso, a empresa está mudando para um formato digital de registro de desvios: os mestres de mineração usam smartphones com checklists carregados, cujos dados vão diretamente para os sistemas de informação (por exemplo, "Insight"). Isso garante a rapidez e a transparência do controle.
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