Treinamento Prático DOR

3 outubro 2025 🇷🇺 Original: русский 1 min de leitura

Olá! Meu nome é Roman Portnyagin.

Entendo que, devido ao tempo limitado, não consegui abordar todo o programa do "Treinamento Prático DOR" mencionado no webinar!

E o feedback de vocês — "O que exatamente o Roman queria mostrar? Um caso totalmente incompreensível" — foi recebido com gratidão. Sem isso, não teria surgido a ideia de explicar detalhadamente sobre essa ferramenta única.

Essa ferramenta pode ajudar a ter uma nova perspectiva sobre o processo de treinamentos de emergência.

Hoje, escrevo este artigo tanto para quem esteve no webinar e ficou com dúvidas, quanto para quem não pôde participar. Tentarei revelar o potencial dessa ferramenta, que visa principalmente ajudar o trabalhador na tomada de decisões sob estresse.

Desde o início

A empresa Norilsk Nickel tem uma vasta experiência no treinamento de trabalhadores.

A empresa possui sua própria "Universidade Corporativa", um "Instituto de Instrutores Internos", utiliza simuladores 7D para treinar operadores de LHD, tecnologias VR, um polígono de treinamento subterrâneo e um dos maiores polígonos de treinamento na superfície!

Tudo está conectado

E, claro, os métodos avançados de treinamento incluem a prática de ações, afinal:

"A teoria sem a prática é morta, a prática sem a teoria é cega", como dizia Alexander Vasilyevich Suvorov.

O acidente

Tudo começou com a investigação de incidentes ocorridos na empresa.

Nesse momento ficou evidente: as pessoas estão treinadas, os briefings de HSE foram realizados, as habilidades práticas são exercitadas. Buscamos uma abordagem proativa e, claro, tentamos avaliar todos os riscos. Mas ocorre um evento que, à primeira vista, deveria ter se desenrolado de outra forma: o trabalhador deveria ter se salvado usando uma infraestrutura especialmente projetada para esse fim... e passou direto por ela. Como resultado, não foi possível salvá-lo.

Pânico?

Sim, claro, o mais fácil é culpar o pânico. Mas a análise das ações mostrou: o trabalhador seguiu uma certa lógica e tentou se salvar. No entanto, fica a pergunta: o que faltou?

A resposta é óbvia: faltou o movimento praticado — aquilo que você já fez com o próprio corpo.

Vamos lembrar do nosso próprio apartamento. Escuridão total. Você anda pelo corredor e, para não acordar ninguém, não acende a luz.

Por que você não bate a testa em cada parede ou canto? Exatamente — você sabe perfeitamente o que fazer.

Estatísticas

Aqui é simples: centenas de incidentes, dezenas de mortos, bilhões em danos. Essas conclusões podem ser tiradas de 20 grandes incidentes em empresas russas ao longo de 10 anos.

De acordo com relatórios de fontes abertas, em 9 de cada 10 investigações conclui-se que é possível minimizar os danos e reduzir o número de vítimas, mas para isso os trabalhadores devem:

  • saber como agir corretamente;

  • ter instruções claras;

  • estar preparados para agir.

O caminho simples da conformidade legal

Sim, o treinamento é uma etapa muito importante na preparação da equipe. E, de acordo com a legislação (Lei Federal 116-FZ, art. 10, parte 1), em instalações industriais perigosas é obrigatório "treinar os trabalhadores sobre como agir em caso de acidente ou incidente". No entanto, "treinamento" pode ser interpretado de várias maneiras: por exemplo, treinamento em palestras, seminários e outras aulas teóricas. Ou prático — através de exercícios, simulações e treinamentos. Por alguma razão, a regulamentação dá pouca atenção a esta última opção, embora todos reconheçam: é algo muito útil.

Portanto, devemos ensinar os funcionários, testar os procedimentos e garantir a prontidão de tudo e de todos. Geralmente, essas coisas aparecem justamente nos documentos, por exemplo, no Plano de Prevenção e Resposta a Emergências.

Cronograma anual, notificação dos funcionários, nomeação de um responsável, parecer da comissão, ações de acompanhamento, registro no diário, relatório. Além disso, os serviços de emergência costumam ser envolvidos para que tudo aconteça "como na vida real".

Ao mesmo tempo, isso continua sendo mais um "jogo de laboratório". Mais ou menos como uma bela simulação de evacuação de incêndio: quem já esteve dentro de um prédio em chamas entende do que estou falando.

O que fazer então?

Praticar diretamente durante o trabalho, nos locais de trabalho.

É exatamente aqui que nossa empresa dá um passo em direção a uma abordagem proativa e avança para preservar a vida e a saúde humana, em vez de apenas cumprir os requisitos mínimos da legislação.

Os "instrutores" entram em ação

O instrutor interno é um facilitador, aquela pessoa que, tanto na sala de aula quanto ao lado do tanque (desculpe, da máquina), pode ajudar a resolver questões relacionadas à segurança (HSE).

A ferramenta em questão foi desenvolvida e é implementada por instrutores internos, mas em outras empresas pode ser qualquer especialista motivado. A questão está apenas nas nuances de aprovação para visitar os locais de trabalho.

Acredito que um profissional de HSE pode facilmente desempenhar esse papel — afinal, na maioria dos casos, essa pessoa já visita os locais de trabalho.

15 minutos

O programa do "Treinamento Prático DOR" foi desenvolvido levando em consideração o processo de produção, onde a distração do trabalhador não pode ser prolongada.

Importante: manter um diálogo em pé de igualdade, saber dar feedback, preparar-se (conhecer os algoritmos, equipamentos, requisitos, ações).

O "Treinamento Prático DOR" é realizado individualmente. Para fins de métricas, é necessário encontrar-se pelo menos duas vezes.

Para cada profissão, é escrito um cenário para a prática de ações em caso de emergência.

Tudo é registrado em um checklist após o "Treinamento Prático DOR". Os itens são desenvolvidos levando em consideração os requisitos de tempo e as especificidades da profissão.

O que já observamos:

  • Houve casos em que o trabalhador não conseguiu retirar sozinho o extintor manual do suporte da máquina.

  • Vários erros foram cometidos ao acionar o autorresgatador isolante OSR.

  • Não conseguiam encontrar o torniquete no kit de primeiros socorros.

  • Não viam imediatamente onde estava o martelo para quebrar o vidro e evacuar.

  • Tentativa de pegar com a mão em uma superfície supostamente incandescente.

  • Não é tão fácil encontrar um lugar para lavar o rosto se algo cair nos olhos.

É banal, mas é um fato — durante o "Treinamento Prático DOR", recebi feedback de pessoas que passaram por todos os treinamentos possíveis, incluindo os práticos de outros programas:

  • "Sempre achei que estava pronto — na prática, é mais difícil. Preciso treinar mais."

  • "Só agora percebi que não há tanto tempo quanto parecia antes."

  • "Erros infantis. Percebi que isso pode custar a vida."

Qual efeito esperamos

De acordo com os dados já obtidos, o "Treinamento Prático DOR" revela problemas no local de trabalho que não são identificados em um treinamento preparado. Por exemplo:

  • O extintor estava solto — e o colega do turno decidiu amarrá-lo com arame.

  • O kit de primeiros socorros teve que ser aberto nas mãos. Ao mesmo tempo, não há um lugar limpo, procuramos o torniquete e perdemos minutos preciosos.

  • E para que serve a jugular? Eu me inclino em direção à vítima — e meu capacete cai.

Podemos pensar que realizamos o treinamento, todos os briefings possíveis, a prática semestral do plano de resposta a emergências, enviamos os trabalhadores para o treinamento de uso de EPIs — e todos estão prontos.

Mas o processo se revela de outra perspectiva quando você vai ao local de trabalho de uma pessoa que está realizando seu trabalho diário e habitual.

O efeito mais importante do "Treinamento Prático DOR" é o diálogo honesto e aberto. A preparação da pessoa, e não do documento!

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