Gestão de riscos ocupacionais: aplicação da abordagem lúdica no treinamento de colaboradores

29 novembro 2024 🇷🇺 Original: русский 1 min de leitura

Resumo: a mudança na legislação russa no campo da segurança do trabalho (entrada em vigor da seção X do Código do Trabalho da Federação Russa em 01/03/2021) exige a realização de avaliações de riscos ocupacionais nas empresas, o que gerou a necessidade de um treinamento ágil para que trabalhadores e membros de comissões identifiquem perigos e riscos nos locais de trabalho de forma competente e correta. Este artigo explica como utilizar de forma eficaz abordagens lúdicas, incluindo jogos de tabuleiro, na área de avaliação de riscos ocupacionais.

O treinamento de colaboradores na identificação de riscos e perigos está se tornando uma das tarefas mais populares enfrentadas pelos especialistas em HSE atualmente.

Devido à mudança ativa na legislação de segurança do trabalho em 2020 e à entrada em vigor da seção X do Código do Trabalho em 01/03/2021, quando as empresas passaram a ter a responsabilidade obrigatória de realizar avaliações de riscos ocupacionais, surgiu a questão: como treinar de forma rápida e eficaz os colaboradores e membros de comissões para identificar perigos e riscos nos locais de trabalho com competência e precisão?

Ao mesmo tempo, em um mundo constantemente dinâmico, que se desenvolve a uma velocidade enorme, onde o multitasking ganha destaque e o número de distrações aumenta constantemente, os modelos clássicos de treinamento de colaboradores tornam-se pouco eficazes. O que envolve e captura a atenção dos funcionários hoje pode ser entediante amanhã, e isso acontecerá muito antes do que podemos imaginar. A cada ano, torna-se mais difícil manter a atenção e o interesse no treinamento, inclusive na área de HSE, especialmente na identificação de perigos e riscos no local de trabalho.

Como resolver uma tarefa tão complexa como a criação de uma estratégia eficaz para envolver os colaboradores no treinamento de avaliação de riscos ocupacionais? Afinal, muitas vezes o pessoal tem uma abordagem formal em relação ao treinamento nesta área, não querendo perder tempo com atividades que consideram "ineficazes" ou sendo fisicamente incapazes de absorver a informação fornecida devido ao grande volume.

Para encontrar a resposta a esta questão complexa, é necessário reconhecer as seguintes condições inter-relacionadas e definir os recursos possíveis para resolver tal desafio:

  • o engajamento dos colaboradores é o recurso mais valioso atualmente. O sucesso ou fracasso de qualquer processo de negócio da empresa, incluindo o treinamento em HSE, dependerá do nível de engajamento dos funcionários;
  • a melhor maneira de aumentar o engajamento é proporcionar aos trabalhadores uma experiência o mais interessante e envolvente possível.

Devido a tendências demográficas e culturais, o mundo está se tornando cada vez mais parecido com um jogo. O treinamento em segurança industrial não é exceção. Assim, a gamificação (abordagem lúdica no ensino, uso de jogos de tabuleiro, etc.) torna-se uma direção prioritária na questão do engajamento dos trabalhadores no treinamento.

Muitos especialistas em HSE muitas vezes não possuem o conhecimento, as habilidades e a experiência para ensinar, através do jogo, uma área tão complexa, estática e baseada em regras e formulações rigorosas como a segurança do trabalho. Para resolver este problema, é necessário afastar-se da representação padrão da variante clássica de um jogo e entender o que a gamificação (abordagem lúdica) envolve.

A gamificação é uma forma de organizar a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências específicas baseada na inclusão de elementos e mecânicas de jogo no processo de aprendizagem. Nesse contexto, os objetivos da gamificação no treinamento são: compreender e lidar com certos processos (produtivos, tecnológicos, etc.) através do jogo, bem como avaliar a competência do pessoal em uma determinada área — neste caso, no treinamento de HSE para identificação de perigos e riscos.

É precisamente a abordagem lúdica que permite garantir um maior engajamento dos colaboradores, de acordo com o modelo de aprendizagem de Edgar Dale (Pirâmide de Dale/Cone de Aprendizagem de Edgar Dale) (fig. 1).

Figura 1. Pirâmide de E. Dale aplicada ao treinamento de colaboradores.

De acordo com a pirâmide de aprendizagem, o jogo é a forma mais eficaz de absorver informações. Esta abordagem difere dos exames clássicos e da educação formal. Assim, propomos um formato de treinamento eficaz para melhorar o conhecimento dos colaboradores em HSE, onde cada trabalhador pode tomar a iniciativa, melhorar a comunicação com os colegas, memorizar melhor o material e praticar habilidades em um ambiente de jogo seguro. Como resultado, o conhecimento adquirido contribui para a redução de lesões, acidentes e situações de emergência na produção.

Para realizar a tarefa de treinar os colaboradores e conduzir a identificação de riscos ocupacionais, desenvolvemos o jogo de tabuleiro empresarial "Safety Marker".

O nome do jogo "Safety Marker" foi escolhido com base nas tarefas enfrentadas pelos participantes. Com a ajuda de cartões, os jogadores marcam os perigos encontrados no tabuleiro, criando assim um modelo de comportamento seguro para os trabalhadores.

O jogo visa a identificação de perigos e riscos em unidades de produção com base em situações descritas nessas unidades.

O objetivo do jogo é modelar o comportamento seguro dos trabalhadores através de um conjunto específico de medidas que minimizam os riscos existentes, característicos de cada área de produção.

Os principais objetivos da realização do jogo são:

  1. realizar a identificação de riscos e perigos no local de trabalho;
  2. adquirir conhecimentos sobre a interpretação de sinais de segurança, sinalização visual e marcação;
  3. aumentar o engajamento do pessoal em questões de cultura de segurança.

A mecânica do jogo pode ser descrita da seguinte forma: no início, os participantes caem aleatoriamente em um dos locais da oficina de produção e recebem um conjunto de três tipos de cartões: "Risco", "Medidas", "Situação" e suas descrições. A tarefa dos jogadores, com base na situação descrita, é determinar no menor tempo possível quais Riscos existem na área e selecionar as Medidas que eliminam ou minimizam esse Risco. Por Riscos identificados corretamente e Medidas certas definidas, os jogadores recebem bônus. O jogo consiste em três rodadas: "Eliminação de Emergência", "Trabalho com Riscos" e "Auditoria".

O tabuleiro principal consiste em uma oficina de produção dividida em 12 seções (zonas), onde são realizados vários tipos de trabalho, por exemplo, pintura, soldagem, trabalho em altura, que também são classificados como trabalhos de alto risco.

O jogo Safety Marker é adequado para os seguintes eventos:

  • prática do procedimento de avaliação de riscos, caso a empresa o realize por conta própria;
  • treinamento de novos colaboradores e verificação de conhecimentos;
  • dias de segurança, dias de HSE;
  • sessões estratégicas de HSE, etc.

Ao aplicar este formato lúdico no treinamento de riscos ocupacionais, é possível atingir os seguintes objetivos:

  1. praticar de forma segura para os colaboradores situações perigosas que podem ocorrer na empresa;
  2. formar nos trabalhadores uma compreensão unificada dos riscos possíveis e das medidas para sua prevenção;
  3. modelar um espaço de trabalho seguro através de referências visuais — sinais de segurança.

Assim, a abordagem lúdica na área de identificação de riscos apresenta as seguintes vantagens:

  1. alta qualidade do material didático (visualização; clareza; alto grau de memorização — a interação com objetos físicos (peças, cartões) utiliza a memória motora, permitindo consolidar os conhecimentos adquiridos durante o jogo);
  2. eficácia do treinamento;
  3. aumento do engajamento dos colaboradores;
  4. desenvolvimento de habilidades e competências adicionais relacionadas (comunicação, coesão da equipe, etc.);
  5. possibilidade de uso repetido;

Portanto, os métodos lúdicos no treinamento podem ser usados de forma eficaz mesmo nos temas mais difíceis de estudar e compreender, como a gestão de riscos ocupacionais. E são precisamente os profissionais da área de HSE que devem influenciar a forma de organizar este processo com competência e envolver o pessoal da organização no treinamento com o objetivo de minimizar riscos e perigos na produção.

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